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Transporte público urbano: mercado promissor


Edição de Dez 2011 / Jan 2012 - 15 dez 2011 - 15:23 - Última atualização em: 09 mar 2012 - 17:50
Governo facilita uso de misturas maiores de biodiesel em frotas cativas, mas segmento ainda é pouco explorado

Fábio Rodrigues, de São Paulo

Na falta de um novo marco regulatório que abra caminho para novos aumentos na mistura obrigatória, a indústria de biodiesel precisa encontrar novos caminhos para aumentar a demanda do biocombustível no país. Uma dessas vias é incentivar projetos de substituição dos combustíveis fósseis nas frotas de transporte público urbano, com o chamado biodiesel metropolitano.

Em meados de outubro, quatro empresas que operam frotas de ônibus na região da Grande São Paulo foram autorizadas pela ANP a rodarem com misturas maiores de biodiesel para integrar o Programa Ecofrota da prefeitura paulistana. No total, essas quatro empresas passarão a consumir 17 milhões de litros de biodiesel a mais por ano. Antes, apenas a Viação Itaim Paulista operava com misturas maiores.

Já tem algum tempo que a ANP vem aplainando o caminho para esse tipo de projeto. Desde o ano passado, por exemplo, a agência diminuiu as exigências burocráticas para que empresas façam uso cativo de misturas até B20. Anteriormente, as interessadas precisavam conduzir uma rodada de testes; agora, tudo o que precisam é de uma autorização dos técnicos da ANP para começar a abastecer com misturas maiores.

O Ministério das Minas e Energia também passou a observar esse mercado mais de perto. Agora o Boletim Mensal dos Combustíveis Renováveis do MME acompanha novas autorizações emitidas pela ANP para uso cativo de biodiesel.

Falta agora apenas que a indústria nacional de biodiesel intensifique sua mobilização para explorar melhor este nicho do mercado.