CURSO - Analisando a qualidade
No começo de agosto, o Instituto de Química (IQ) e a Escola de Química (EQ) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizaram o curso Biodiesel – Obtenção e Análise de Qualidade 2011. Embora não chegue a habilitar seus alunos a trabalharem no segmento, o curso permite aos participantes um conhecimento mais sólido sobre análises de biodiesel, seu funcionamento e importância.
HIDROCARBONETOS Algas petrolíferas
Um grupo internacional de cientistas publicou um artigo no qual explica o processo bioquímico para a formação de hidrocarbonetos na Botryococcus braunii. Essa foi uma das espécies de alga que participou na formação dos atuais depósitos de petróleo e xisto betuminoso há 500 milhões de anos. A espécie ainda existe e vem sendo estudada para a produção de biodiesel. O problema é que seu crescimento lento dificulta o uso comercial. Para contornar a dificuldade, os autores isolaram os genes que produzem os hidrocarbonetos na alga e modificaram uma levedura para que ela fizesse o mesmo.
PORTABILIDADE - Novo método de controle
Um novo método para medir a quantidade de biodiesel misturada ao diesel comum está sendo patenteado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e do Departamento de Física da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O método analisa as variações de emissão de radiação infravermelha no combustível. Sua maior vantagem está no fato de ser realizado com equipamentos portáteis, que podem ser facilmente levados aos postos de combustíveis pelas equipes de fiscalização.
SAPONIFICAÇÃO? - Novo catalisador enzimático
Pesquisadores do Centre National de la Recherce Scientifique (CNRS), órgão de pesquisas francês, desenvolveram um novo catalisador enzimático que poderá aumentar a eficiência da fabricação de biodiesel. Os processos de produção usados hoje em dia têm um calcanhar de Aquiles: a saponificação. A troca dos catalisadores atuais por lipases – enzimas muito eficientes na transformação das gorduras – poderia resolver o problema. Primeiro os franceses desenvolveram uma matriz celular que confina as enzimas por períodos prolongados e facilita seu manuseio. Depois, criaram um método que mantém estáveis os níveis de enzimas dentro da coluna de produção das usinas por até dois meses e permite a produção contínua.