PIRÓLISE Resíduo que vira energia
Com o objetivo de gerar calor e eletricidade pelo processo de pirólise rápida, começa a ser construída neste ano na Malásia uma usina para conversão de biomassa de palma em bio-óleo. Estima-se que até 2020 o projeto gere mil novos empregos e um faturamento anual de US$ 1 bilhão. A planta deverá ficar pronta em 2013. No Brasil, a ANP anunciou que vai financiar um projeto da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) para produzir bio-óleo por meio da pirólise rápida da biomassa (folhas, cascas, cachos vazios ou bagaços). Obtido pela degradação da biomassa a 500°C na ausência de oxigênio, o bio-óleo tem propriedades semelhantes às do diesel, com a vantagem de emitir 50% menos poluentes. Esse bio-óleo pode substituir o petróleo em vários produtos.
CIANOBACTÉRIA Fotossíntese de combustível
Uma empresa da área de biotecnologia de Massachussetts (EUA) promete produzir combustível usando os mesmos ingredientes que fazem uma planta crescer. A Joule Unlimited modificou geneticamente uma cianobactéria que, segundo a companhia, sintetiza hidrocarbonetos (como os do óleo diesel) ou etanol sempre que está exposta à luz do sol e com água e dióxido de carbono disponíveis. A empresa pretende manipular o organismo para produzir os combustíveis renováveis em grande escala e com baixo custo. Ela tem a intenção de construir biorreatores com as cianobactérias, para que elas consumam o dióxido de carbono emitido pelas indústrias. Entretanto a promessa é vista com ceticismo. Segundo outros pesquisadores, as cianobactérias secretam uma baixa quantidade de combustível em um volume enorme de água, e a coleta do material pode apresentar complicações.
GLICERINA Espuma renovável
O que fazer com toda a glicerina produzida no processo de transesterificação é uma das grandes angústias do setor de biodiesel em todo o mundo. Sabendo disso, o pesquisador Yebo Li, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola da Universidade do Estado de Ohio, EUA, aperfeiçoou um processo para converter glicerina bruta em espumas de poliuretano. “Nossa espuma é renovável, biodegradável e tem qualidade comparável aos produtos de petróleo”, garante Jeff Schultheis, presidente da Poly-Green Technologies, empresa criada para comercializar a novidade. O novo material também é de 5% a 10% mais barato. Segundo a Poly-Green, o mercado americano consome 2,8 milhões de toneladas de espuma anualmente e seria suficiente para dar fim a 265 milhões de litros de glicerina produzida pela indústria de biodiesel dos EUA. Mas a previsão é absorver inicialmente 3,8 milhões de litros por ano, chegando a 18,9 milhões em 2015. A empresa quer iniciar as vendas entre julho e setembro deste ano.