PEAK OIL - Petróleo perto do pico

Telegramas despachados por diplomatas americanos na Arábia Saudita – divulgados em fevereiro pelo WikiLeaks – indicam que as reservas de petróleo daquele país poderiam estar superestimadas em até 40%. Se for comprovada, essa informação terá enormes implicações sobre os preços do petróleo, uma vez que a Arábia Saudita é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, com um quinto das reservas comprovadas do planeta, e há muito alega ter uma capacidade de produção ociosa a que poderia recorrer caso os preços chegassem em níveis muito altos. Em encontro com o cônsul geral dos EUA em novembro de 2007, o geólogo Sadad al-Husseini, ex-chefe de exploração da estatal petrolífera Saudi Aramco, afirmou que a produção mundial de petróleo deve atingir seu patamar máximo – conhecido como “pico de petróleo” – em 2012, entrando em seguida em constante declínio.


INTERNACIONAL - Brasil apoia bioenergia na África

O Itamaraty e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram em fevereiro um acordo para financiar estudos de bioenergia em outros países em desenvolvimento. O primeiro estudo será feito em associação com a União Econômica e Monetária do Oeste Africano, formada por Benin, Burkina Fasso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo, para “determinar os locais mais indicados e as melhores condições de desenvolvimento sustentável para a instalação de projetos de bioenergia”.


DIGESTÃO X COMBUSTÃO - Combustível renovável, comida barata

Ainda há quem culpe os biocombustíveis pela alta ou pela escassez dos alimentos, mas um estudo publicado em fevereiro faz esse raciocínio cair por terra. De acordo com o Centrec Consulting Group, há uma relação inversa entre os preços do óleo e do farelo de soja, o que indica que a demanda adicional criada pelo biodiesel reduz o custo da ração animal e, consequentemente, barateia a carne. Pela lógica do esmagamento da soja, uma vez que óleo e farelo são produzidos simultaneamente e sempre na mesma proporção, a regra básica é: sempre que a demanda por um deles aumenta mais do que a demanda pelo outro, as cotações do segundo tendem a cair. O estudo alerta que se houver cortes na produção de biodiesel dos EUA o impacto no preço do farelo de soja pode ser significativo, elevando o preço da tonelada em US$ 50 até 2015 no pior cenário, o que geraria impacto inflacionário real.