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Metilato para todos


Edição de Abr / Mai de 2011 - 31 mai 2011 - 13:16 - Última atualização em: 22 dez 2011 - 10:56
Gigantes químicas alemãs anunciam duas novas fábricas do catalisador para a América do Sul

Ari Silveira, de Curitiba

Não é por falta de catalisador que a indústria sul-americana de biodiesel vai deixar de se desenvolver. Graças ao investimento de duas gigantes alemãs da área química, novas fábricas de metilato de sódio vão garantir o abastecimento das usinas de biodiesel do continente.

No começo de março, a Basf anunciou seus planos de construção de uma fábrica de metilato de sódio na Argentina. Esta será a segunda fábrica da empresa na América do Sul – a primeira já está sendo construída no município brasileiro de Guaratinguetá (SP) – e terá capacidade de produção de 60 mil toneladas de metilato de sódio por ano. “Nosso planejamento está muito avançado e devemos começar a produzir metilato de sódio na Argentina já em 2013”, explica Carlos Eggers, diretor de químicos industriais da Basf para a América do Sul. A fábrica no Brasil deve ficar pronta no último trimestre de 2011.

No final de março, foi a vez da Evonik anunciar a construção de sua fábrica de metilato de sódio. O país escolhido também foi a Argentina e o tamanho e tecnologia da fábrica serão iguais aos da unidade da empresa nos EUA. Segundo o vice-presidente sênior e chefe da linha de alcóxidos e de produtos de eletrólise da Evonik, José Berges, a escolha pela Argentina “foi uma questão logística e de acessibilidade à via marítima”, e não está ligada a preferência por aquele mercado. A previsão da Evonik é começar a construção dentro de quatro meses e dar início às operações da fábrica no último trimestre de 2012.

Somadas, as três fábricas produzirão catalisador suficiente para uma produção de mais de 9 bilhões de litros de biodiesel. Em 2012, Brasil e Argentina somados deverão ultrapassar a marca de 6 bilhões de litros produzidos, mesmo sem qualquer aumento na mistura de biodiesel no mercado nacional.

Estes anúncios mostram um pouco da visão europeia sobre o mercado de biodiesel na América do Sul. Com investimentos de mais de R$ 100 milhões voltados exclusivamente para dar suporte à produção de biodiesel, fica claro que essas empresas acreditam na solidez e crescimento do mercado nos próximos anos. Isso mostra também a força que a região tem na produção de biodiesel, já que passará a concentrar o maior número de fábricas de metilato de sódio do planeta.