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Notas Tecnológicas: biobutanol, pesquisa com algas e pinhão-manso

Notas Tecnológicas
Edição de Out / Nov de 2010 2 min de leitura


BIOBUTANOL - Uísque vira biocombustível

Cientistas acabam de revelar mais um inusitado meio para obtenção de biocombustíveis. Uma pesquisa da Universidade de Napier, na Escócia, se dedicou a aproveitar os resíduos da fabricação de um dos principais produtos de exportação do país: o uísque. O “pot ale”, líquido que sobra nos alambiques após a destilação, e os restos dos grãos de cevada utilizados servem como base para o refino do biobutanol. Segundo os pesquisadores, o novo biocombustível – que substituiria os derivados de petróleo sem a necessidade de mudanças nos motores – teria um ganho de potência de 30% em relação ao etanol. O biobutanol pode ser usado sozinho ou misturado com gasolina ou óleo diesel, numa proporção indicada de 10%. A indústria do uísque maltado produz nada menos que 1,6 milhão de litros de “pot ale” e 187 mil toneladas de restos de cevada ao ano.


MATÉRIA-PRIMA - Desvendando o pinhão-manso

O potencial do pinhão-manso como fonte para o biodiesel foi analisado por um estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). A entidade elencou inúmeros pontos fortes, mas destacou que ainda faltam informações sobre as características agronômicas e o sistema de produção, o que impede previsões confiáveis de produtividade. Mas já é possível listar alguns avanços nas pesquisas dentro e fora do Brasil. A Life Technologies, em parceria com a americana SG Biofuels, conseguiu decodificar os genes da planta. Com essas informações em mãos, os pesquisadores podem identificar mais rapidamente traços genéticos que possam gerar cultivares com rendimento e rentabilidade superiores. Aqui no Brasil, segundo a Embrapa, a primeira cultivar poderá surgir entre 2011 e 2013, abrindo caminho para a criação de políticas públicas e o desenvolvimento de cultivos comerciais.


PESQUISA - Biodiesel de algas

Poderia a Europa se tornar independente dos combustíveis fósseis nos transportes e ainda contribuir para a produção sustentável de alimentos? Para dois pesquisadores da Universidade e Centro de Pesquisa Wageningen, na Holanda, a resposta é sim, pelo menos teoricamente. Em artigo publicado na revista Science, René Wijffels e Maria Barbosa afirmaram que a produção de biocombustíveis a partir de microalgas poderá ser economicamente viável (e sustentável) dentro de 10 a 15 anos. Mas para isso a escala de produção precisa aumentar três vezes, e o custo diminuir pelo menos dez vezes. Na perspectiva dos pesquisadores, a produção de biodiesel viria só em meados de 2020.
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