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Coluna: Ácidos Graxos: co-produtos que podem valer mais que o biodiesel

Em textos anteriores, escrevi sobre a importância e mesmo oportunidade de investimento em plantas de purificação de glicerina.
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Em textos anteriores, escrevi sobre a importância e mesmo oportunidade de investimento em plantas de purificação de glicerina. Equipamentos que são hoje bem mais baratos do que no passado e que viabilizam não apenas a comercialização da glicerina destilada em si, mas que abrem portas para inúmeros produtos derivados desta.

Uma outra oportunidade interessante para fabricantes de biodiesel é a comercialização de ácidos graxos, devidamente purificados. Os ácidos graxos aparecem em pelo menos duas etapas do processo convencional de transesterificação e estão presentes na própria matéria-prima (óleos vegetais e gorduras animais).

Normalmente, ocorre um pré-tratamento para remoção quase completa dos ácidos graxos livres presentes nos óleos e gorduras. Esse tratamento é muito semelhante ao refino dos óleos vegetais para a indústria de alimentos, com exceção da etapa de desodorização.

Quando o tratamento ocorre por refino físico (destilação por arraste a vapor), os ácidos graxos saem praticamente puros, contendo apenas baixos teores de insaponificáveis (pigmentos, fosfatídeos, carotenóides etc.). Nesse tipo de processo, uma etapa de fracionamento da fração oléica (insaturada) da fração esteárica (saturada) gera de uma só vez dois produtos com preços de mercado equivalentes ao do biodiesel. Uma etapa adicional de hidrogenação ou uma destilação a vácuo geram respectivamente ácido esteárico e ácido oléico, ambos com preços superiores ao biodiesel.

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