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Coluna: Empurrãozinho para a gliceroquímica industrial

Apontado como um grande problema pelo excesso de produção inerente ao biodiesel, a glicerina passou, pelo menos nos EUA, a ser um insumo procurado com certa voracidade.
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Apontado como um grande problema pelo excesso de produção inerente ao biodiesel, a glicerina passou, pelo menos nos EUA, a ser um insumo procurado com certa voracidade.

Em função da momentânea interrupção da produção americana do biodiesel, devido ao atraso na renovação da legislação de incentivo aos biocombustíveis (US$ 1/gal), ficou claro que o mercado americano é comprador de glicerina, sobretudo destilada (ou bidestilada), pagando cerca de US$ 3,10 por galão.

Pois em meados de março, o Senado americano finalmente aprovou a volta do incentivo, o que não deve retomar a produção de biodiesel (e conseqüentemente glicerina) nos mesmos volumes com que vinha sendo produzido nos anos anteriores. O incentivo é dado ao “blender” de biodiesel/diesel, e não ao produtor de biodiesel. Com a volta do incentivo, paga-se hoje pelo biodiesel cerca de US$ 2,50/gal, o que significa cerca de apenas R$ 1,20 por litro! Como todos sabem, esse valor é mais baixo que o preço dos óleos vegetais, o que inviabiliza a produção em larga escala, reduzindo as plantas aos óleos residuais como “yellow grease” e “brown grease”, ou gordura animal, este último já não tão barato. Por razões óbvias, as gorduras residuais normalmente geram uma glicerina um pouco pior que os óleos refinados.

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