Não é apenas no Brasil que
os trâmites entre a Câmara
dos Deputados e o Senado
Federal demoram pelo
menos alguns meses.
Não é apenas no Brasil que os trâmites entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal demoram pelo menos alguns meses. No dia 9 de dezembro de 2009, por 241 votos a 181, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou a renovação por mais cinco anos do crédito fiscal para o biodiesel, que veio a expirar em 31 de dezembro de 2009. Todavia, culpando as longas discussões causadas pela nova lei da saúde (Health Care Reform), o Senado americano ainda não votou a extensão do benefício.
Na verdade, o crédito aplicase ao biodiesel e ao diesel renovável, ou seja, o diesel produzido a partir de biomassa por pirólise, gaseificação ou hidrotratamento (leia mais sobre o assunto em meu blog no site BiodieselBR.com*). O incentivo federal é de US$ 1,00 por galão (US$ 264 por metro cúbico), e existe também um crédito extra de US$ 0,10 por galão (US$ 26,40 por metro cúbico) para o biodiesel produzido em pequena escala em regiões agrícolas.
Desde que o incentivo passou a valer, o produtor tinha que vender o biodiesel basicamente ao preço do diesel de petróleo se desejasse vender o produto a qualquer consumidor de diesel. Para se ter uma idéia, na Flórida, hoje, o preço do diesel está em cerca de US$ 2,60/gal. Levando-se em conta o preço da matéria-prima, mais os gastos com processamento, distribuição e comercialização, o biodiesel custa os mesmos US$ 2,60/gal. Ou seja, só é possível conseguir algum lucro com o incentivo de US$ 1,00/gal.
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