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Análise por cromatografia gasosa de glicerol livre e total em biodiesel: sililar ou não-sililar?

Análise por cromatografia gasosa de glicerol livre e total em biodiesel: sililar ou não-sililar? Eis a questão.
BiodieselBR.com 8 min de leitura
Análise por cromatografia gasosa de glicerol livre e total em biodiesel: sililar ou não-sililar? Eis a questão.

Por Nelson Roberto Antoniosi Filho e Daniela Rodrigues de Rezende do Laboratório de Métodos de Extração e Separação (Lames) Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás (UFG) (nelson@quimica.ufg.br)

Dentre os parâmetros de avaliação do controle de qualidade de biodiesel estabelecidos pela resolução ANP no 7 (2008), os teores de glicerol livre e de glicerol ligado se destacam por estarem relacionados à pureza e à composição química do biodiesel.

O glicerol é um co-produto gerado nas principais reações de produção de biodiesel, podendo estar presente no produto final, apesar das várias etapas de remoção que são empregadas no processo produtivo. A combustão do glicerol livre ou associado a ácidos graxos pode ocasionar a formação de acroleína, a qual é amplamente conhecida devido a sua toxicologia [1]. Mono-, di- e triacilglicerídeos são provenientes da reação incompleta da matéria-prima graxa com o álcool e, juntamente com o glicerol livre, compõem o cálculo do teor de glicerol total.

Também é de amplo conhecimento que o glicerol livre e o glicerol ligado (mono-, di- e triacilglicerídeos) podem causar depósitos e carbonização dos bicos injetores, entupimento do filtro de combustível, formação de sedimentos e problemas de diluição do óleo lubrificante [4].

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