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14º leilão de biodiesel


BiodieselBR.com - 10 ago 2009 - 12:11 - Última atualização em: 15 mar 2012 - 12:41
Preço médio teve um deságio pequeno no leilão que inaugurou oficialmente o B4

Alice Duarte, de Curitiba

Mesmo com grande oferta, o 14º Leilão de Biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado no dia 29 de maio, registrou um deságio pequeno e foi considerado tranqüilo pelos produtores. Foram vendidos 460 milhões de litros em dois lotes, com preço médio de R$ 2,309 o litro, uma desvalorização de 2,16% em relação ao preço máximo de R$ 2,36 fixado pela agência. O volume irá abastecer o mercado de diesel no terceiro trimestre, o qual será o primeiro com a obrigatoriedade de mistura de 4% de biodiesel no diesel (B4). O certame movimentou ao todo R$ 1,1 bilhão.

“O B4 trouxe tranqüilidade para os produtores. O preço foi apertado, tendo em vista o custo das matérias-primas, mas felizmente o deságio foi pequeno”, diz Erasmo Battistella, diretor de operações da BSBios. Para ele, ficou nítido que a demanda precisa evoluir rapidamente para o B5.

Este leilão teve participação recorde das empresas. Ao todo 31 conseguiram vender biodiesel, contra apenas 18 do leilão anterior da ANP.

O Centro-Oeste foi a região com maior volume de venda, com 39% de participação no mercado, ultrapassando o Sul do país (28%), que havia tido o melhor desempenho no leilão anterior.

Os destaques do leilão ficaram por conta da Granol, que arrematou o maior volume, da multinacional ADM, que ofereceu por larga vantagem os menores preços, e da Brasil Ecodiesel, que, mesmo registrando uma produção pequena nos últimos meses, vendeu grande quantidade. Analistas desconfiam que a empresa não conseguirá, a exemplo do que vem acontecendo, entregar todo o biodiesel arrematado.

 
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