Dados da produção de biodiesel no Brasil mostram capacidade e fôlego da indústria para atender à demanda. Mas as unidades estão ameaçadas de ficar cada vez mais ociosas.
Dados da produção de biodiesel no Brasil mostram capacidade e fôlego da indústria para atender à demanda. Mas as unidades estão ameaçadas de ficar cada vez mais ociosas.
Rosiane Correia de Freitas, de Curitiba
Os dados oficiais de produção e consumo de biodiesel no Brasil fizeram com que os produtores do combustível entrassem em 2009 com um excelente motivo para comemorar – e com pelo menos dois motivos de preocupação. Por um lado, os números mostram que as usinas brasileiras mais do que deram conta do recado em 2008. Por outro, o horizonte parece nublado devido à crise econômica internacional e demora na antecipação de misturas maiores de biodiesel.
O lado bom dos gráficos tem a ver com a superação da demanda nacional de biodiesel. Pouco antes da implantação do B2, havia quem acreditasse que o país não tinha como oferecer tanto biodiesel ao mercado. O que ocorreu foi o contrário. Mesmo com a antecipação do B3, a oferta proporcionada pelos produtores brasileiros foi maior do que a necessidade do país.
Segundo dados divulgados em março pelo Ministério das Minas e Energia (MME), a produção nacional de biodiesel em 2008 ficou em 1,16 bilhão de litros. A demanda do país no mesmo período foi estimada em 1,12 bilhão. Ou seja: todos os veículos a diesel tiveram biocombustível para pôr em seus tanques.
Com isso, o governo sinalizou positivamente no sentido de antecipar a data de entrada em vigor do B5. A previsão anterior era de que essa mistura só se tornasse obrigatória em 2013. Mas, com os bons resultados, o próprio MME já fala em antecipar o prazo para 2010. E o B4, por sua vez, pode entrar em vigor no segundo semestre deste ano.
Rosiane Correia de Freitas, de Curitiba
Os dados oficiais de produção e consumo de biodiesel no Brasil fizeram com que os produtores do combustível entrassem em 2009 com um excelente motivo para comemorar – e com pelo menos dois motivos de preocupação. Por um lado, os números mostram que as usinas brasileiras mais do que deram conta do recado em 2008. Por outro, o horizonte parece nublado devido à crise econômica internacional e demora na antecipação de misturas maiores de biodiesel.
O lado bom dos gráficos tem a ver com a superação da demanda nacional de biodiesel. Pouco antes da implantação do B2, havia quem acreditasse que o país não tinha como oferecer tanto biodiesel ao mercado. O que ocorreu foi o contrário. Mesmo com a antecipação do B3, a oferta proporcionada pelos produtores brasileiros foi maior do que a necessidade do país.
Segundo dados divulgados em março pelo Ministério das Minas e Energia (MME), a produção nacional de biodiesel em 2008 ficou em 1,16 bilhão de litros. A demanda do país no mesmo período foi estimada em 1,12 bilhão. Ou seja: todos os veículos a diesel tiveram biocombustível para pôr em seus tanques.
Com isso, o governo sinalizou positivamente no sentido de antecipar a data de entrada em vigor do B5. A previsão anterior era de que essa mistura só se tornasse obrigatória em 2013. Mas, com os bons resultados, o próprio MME já fala em antecipar o prazo para 2010. E o B4, por sua vez, pode entrar em vigor no segundo semestre deste ano.
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