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Microalgas: Avanços


BiodieselBR.com - 05 mar 2007 - 13:59 - Última atualização em: 23 jan 2012 - 09:59
Avanços

A Petrobras, por meio do seu Centro de Pesquisas (Cenpes) e com a participação da Petrobras Biocombustíveis, tem investido em pesquisas e testes na área de biocombustíveis e na definição das linhas de pesquisa. De acordo com o oceanógrafo Leonardo Bacellar, pesquisador do Cenpes, desde fevereiro de 2006 a estatal desenvolve pesquisas com espécies nativas de microalgas coletadas no Rio Grande do Norte. Conforme o pesquisador, as equipes já identificaram 40 espécies e estão sendo realizados estudos para verificar se entre elas há novas ocorrências em relação às 30 mil já catalogadas pela ciência. “Embora o potencial das microalgas ainda não tenha sido devidamente contabilizado, as perspectivas são interessantes. Os objetivos no futuro próximo estarão concentrados em produzir maior quantidade de biomassa e aumentar o volume da produção de biodiesel de microalgas”, adianta Bacellar. Esse estudo foi inicialmente conduzido pelo Cenpes, em parceria com a Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Quem traz mais informações sobre essa pesquisa é o professor e doutor Roberto Derner, do Laboratório de Cultivo de Algas do Departamento de Aqüicultura da UFSC. Ele explica que o projeto foi subdividido em subprojetos, sendo que a coordenação geral ficou a cargo da Furg. Coube à universidade catarinense determinar as condições para o cultivo das microalgas em maior escala de produção (até 10 mil litros) e ainda o aprimoramento de uma metodologia para a separação das células algais das culturas.

Primeiramente foram coletadas amostras de água de alguns pontos específicos no Rio Grande do Norte – possível local para a instalação de uma planta de produção comercial de microalgas para produção de biodiesel. Dessas amostras, foram isoladas diversas espécies de microalgas, as quais foram mantidas em culturas com pequeno volume (10 mililitros). Depois, as microalgas foram selecionadas para a verificação do seu potencial para cultivo em condições intermediárias (até 10 mil litros). Foi separada a biomassa das culturas e encaminhada para outro subprojeto, a fim de verificar o conteúdo de lipídios e a possibilidade de transformar o material em biodiesel. “As pequenas amostras obtidas de biodiesel foram submetidas a uma série de análises para verificar sua qualidade. Também foram realizados diversos estudos paralelos: análise de contaminantes na água, custos de produção, viabilidade econômica, entre outros”, explica o professor.

Os tipos de microalgas pesquisadas, segundo o estudioso, são as clorofíceas (algas verdes), cianofíceas (cianobactérias ou algas verdes azuladas) e as diatomáceas.