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Notas Tecnológicas: Pequenas notícias sobre biodiesel


BiodieselBR - 05 jan 2007 - 14:40 - Última atualização em: 20 dez 2011 - 10:42


Diesel biológico

Cientistas americanos da universidade de Montana descobriram na Patagônia, sul da Argentina, um fungo capaz de produzir um combustível muito similar ao óleo diesel.

O organismo, batizado de Gliocladium roseum, produz gases que contêm cadeias médias de hidrocarbonetos, feito inédito na literatura científica. O fungo foi encontrado dentro de uma espécie de árvore conhecida como ulmo. “O maior valor desta descoberta não está propriamente no fungo, mas nos genes responsáveis pela produção desses gases”, disse o professor Gary Strobel. Serão feitos vários testes genéticos e bioquímicos para identificar quais são os genes responsáveis pela fabricação do diesel. Pesquisadores do setor público e privado já mostraram interesse no fungo, que pode crescer em celulose.


Petrobras pesquisa microalgas

A Petrobras está investindo em estudos que poderão viabilizar a produção de biodiesel a partir de microalgas. As pesquisas serão desenvolvidas pelo Centro de Energias Alternativas e Meio Ambiente (Cenea) a partir de janeiro. Testes já estão sendo feitos com dez espécies de microalgas em vários tipos de ambientes: água doce, água salgada e até dentro de redes de esgoto, para escolher aquela que registrar o maior e mais rápido crescimento.


Alternativas para a glicerina

A alimentação animal pode ser uma das alternativas de destino para a glicerina. Esse é o foco de pesquisa da Esalq/USP, que está avaliando o impacto da adição de até 9% de glicerol na dieta de suínos em crescimento e terminação. Segundo os pesquisadores, nos 64 animais avaliados a qualidade da carne não foi comprometida.

Outro caminho de pesquisa está sendo feito na Universidade Rice, nos Estados Unidos. Lá os pesquisadores desenvolveram um processo de fermentação que utiliza a bactéria E.coli para converter glicerina em produtos químicos de alto valor, como o succinato. Esse composto químico e seus derivados possuem um mercado anual de mais US$ 1,3 bilhão no país. Eles são usados na indústria farmacêutica, na fabricação de flavorizantes para alimentos e bebidas e compostos intermediários para corantes e perfumes.


Monsanto pesquisa para biodiesel

A gigante e polêmica empresa americana Monsanto iniciou uma parceria de pesquisa com a companhia de biotecnologia israelense Evogene para desenvolver novas variedades genéticas de oleaginosas voltadas à produção de biodiesel. O acordo de pesquisa tem duração de cinco anos e vai identificar chaves genéticas relacionadas ao melhor rendimento da colheita, redução do uso de fertilizantes e maior resistência à seca. Serão pesquisadas variedades de canola, algodão e soja. A Monsanto acredita que com a nova parceria será possível dobrar o rendimento da colheita para a safra de grãos em 2030. A Evogene também está de olho na mamona e tem coletado centenas de espécies de várias localidades do mundo. Serão feitos testes de campo em locais estratégicos, para identificar as variedades mais produtivas e resistentes. A pesquisa com a mamona deve ser concluída em três ou quatro anos.