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Notas tecnológicas: Pequenas notícias sobre biodiesel


BiodieselBR - 05 nov 2007 - 12:50 - Última atualização em: 20 dez 2011 - 11:06


Glicerina pode virar fungicida


Pesquisadores do grupo de estudos em “Produção vegetal no sistema de cultivos mediterrâneos” da Universidade de Almería, na Espanha, está desenvolvendo um projeto orientado para transformar o resíduo de glicerina gerada na produção de biodiesel em fungicida e herbicida.

Com esse projeto, os especialistas pretendem diminuir a acumulação deste resíduo e produzir matérias-primas para aplicações agrícolas. Nesse contexto, o estudo pretende transformar o resíduo em produtos como fungicida, herbicida e matéria orgânica para o solo, e também demonstrar que a glicerina servirá para controlar patógenos.

Segundo a pesquisadora Milagrosa Santos será preciso investir em pesquisa para aprimorar o método, pois a aplicação do produto mostrou uma diminuição na germinação das sementes.

Biodiesel na Mercedes-Benz


Os testes de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil com biodiesel já ultrapassaram dois milhões de quilômetros. A empresa testou o uso de B20 em veículos movidos a esse combustível por 1,8 milhões de quilômetros e o uso de B5 em outros 400 mil quilômetros. Foram submetidos aos testes 23 ônibus da Viação Cidade Dutra, que atuam no transporte coletivo da cidade de São Paulo.

A empresa agora vai encaminhar os motores dos ônibus abastecidos com biodiesel para o Centro de Desenvolvimento Tecnológico da empresa, na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Lá eles serão desmontados para avaliação de peças e componentes. A Mercedes espera avaliar a influência do uso do biodiesel nas emissões, desempenho, confiabilidade e durabilidade do motor. Serão verificados também o desgaste de peças e componentes, efeitos da ação química e formação de borra, além de outros itens. notas tecnológicas

A salvação da mamona


Pesquisadores do Instituto de Agricultura Sustentável, de Córdoba, na Espanha, descobriram que há uma variedade da planta com viscosidade bem menor do que a da maioria das variedades encontradas no Brasil, o que possibilitaria o uso do óleo na fabricação de biodiesel dentro das especificações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Pesquisadores da Embrapa já entraram em contato com a instituição para obter mais informações sobre a descoberta. Além da Embrapa, a Petrobras Biocombustível também está interessada nas pesquisas. No entanto, mesmo que a nova variedade possa ser implantada no Brasil, o uso dela só seria efetivado no país em oito ou dez anos, uma vez que seria necessário cruzá-la com outras variedades conhecidas no país.

Caça à bactéria


Cientistas brasileiros estão em busca de bactérias marinhas que possam atuar na produção de biocombustíveis. Os pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) vão mergulhar numa cadeia de montanhas submarinas localizadas a três mil quilômetros da costa do Rio Grande do Sul para realizar um trabalho de bioprospecção de microorganismos marinhos. A atividade compreende a coleta e o estudo de bactérias marinhas produtoras de enzimas celulases e lipases. A decomposição da celulose, dizem os cientistas, está na base da produção do biodiesel.