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Entenda como funcionam os leilões de biodiesel


Out/nov 2008 - Por Fábio Rodrigues, de São Paulo - 24 out 2007 - 16:13 - Última atualização em: 23 jan 2012 - 10:42

Entender cada uma das engrenagens que formam o maquinário por trás do sistema de leilões de biodiesel geridos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pela Petrobrás pode ser uma tarefa ingrata, mas, em sua versão resumida, é mais ou menos o seguinte:

- A ANP faz um dimensionamento de qual será o volume de biodiesel necessário para que seja cumprida a exigência legal que determina a adição de, pelo menos, 3% de biodiesel ao óleo diesel comum durante o período de vigência do leilão – segundo sua formatação atual os volumes procuram adquirir o volume necessário para atender a demanda de três meses;

- 80% desse volume será comercializado em um primeiro leilão, aberto apenas para empresas que detenham o Selo Combustível Social – concedido a produtores que adquirem sua matéria-prima de agricultores familiares. Os 20% restantes serão leiloados em pregão aberto a qualquer produtor autorizado;

- Os leilões de biodiesel acontecem na modalidade de leilão inverso, ou seja, ganha quem oferecer por menos. Contudo todos eles partem de um mesmo preço máximo de referência definido com antecedência pela ANP;

- Durante a primeira rodada de negociações, cada usina faz ofertas por três lotes de biodiesel  que, juntos, podem somar até 80% de seu volume total autorizado – todas as ofertas são anônimas. Serão considerados aprovados para a segunda rodados os lotes de menor valor até o limite de 30% acima do volume alvo definido pela ANP (por exemplo, se o volume alvo for de 100 m3, passam para a segunda etapa lotes somando até 130 m3);

- As aprovadas para a segunda rodada têm a chance de fazer lances mais competitivos por seus lotes classificados na primeira rodada. Serão arrematados os lotes de menor valor até o limite do volume alvo, com o fim dessa rodada ficam definidos os vencedores do leilão.