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Perfil da usina: Biopar - Biodiesel e Proálcool


BiodieselBR - 29 nov 2008 - 06:11 - Última atualização em: 23 jan 2012 - 11:05

No discurso brasileiro sobre biocombustíveis, que trafega entre o biodiesel e o etanol, a análise do especialista é uma só: “Não há concorrência entre eles. Existe espaço para os dois.” A comparação com a década de 70, em que o governo incentivou a produção e o uso do etanol com o programa batizado de Proálcool é inevitável. “Naquela época, o etanol passou por toda essa evolução que vive hoje o biodiesel. E agora, o diesel derivado de plantas tem a vantagem de ter um apoio mais direto do governo, o que não havia com o álcool, que acabou ficando sem apoio”, sentencia. A esperança da empresa é de que os próximos governos dêem prosseguimento ao programa; que acreditem e incentivem o biodiesel da mesma forma como o atual governo.
Planos futuros

Para driblar a falta de continuidade na produção e realizar a meta de ampliação da planta, que pode chegar à capacidade de produção de até 250 mil litros de biodiesel por dia, a usina pretende continuar participando dos leilões e ainda pensa em outro caminho: a exportação. “Estamos buscando parceiros, provavelmente nos Estados Unidos ou na Europa, embora a conta não feche, já que o dólar está em baixa.”

A palavra de ordem na Biopar tem sido crescimento. O número de funcionários deve chegar em breve próximo aos 30, entre trabalhadores administrativos, técnicos de laboratório e de produção. A usina também firmou convênio com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), através do Departamento de Química. De um lado, a empresa fornece os insumos de laboratório e de outro a UEL realiza análises mais rápidas do biodiesel. “Também abrimos a oportunidade para estagiários de química atuarem dentro de uma usina. O número não está fechado, depende da nossa necessidade”, destaca Nivaldo.

O combustível extraído na Biopar também já é analisado dentro do próprio laboratório e em estruturas credenciadas pela Petrobras, que especificam o produto final para a venda. Apesar de caminhos algumas vezes cheios de obstáculos, a jovem usina de biodiesel de Rolândia mantém seu funcionamento, passo a passo. De acordo com o sócio, “hoje a Biopar é a única do Paraná que está totalmente implantada e ativada.” Pela capacidade de fabricação, a empresa é considerada de médio porte, “embora com baixa produção.”