Restrições à mobilidade adotadas para conter a crise levaram a uma contração de quase 13,9% nas vendas de diesel em abril. Combustíveis do ciclo recuaram 16,4%
Embora o mercado já saiba há algum tempo que a Covid-19 vem afetando de forma particularmente aguda o mercado de combustíveis, os números oficiais ainda não mostravam claramente o tamanho do tombo. Ao menos não até agora. Os números para o mês de abril divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram recuo de 13,9% nas vendas de abril na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Trata-se da maior queda na comparação anual desde maio de 2018. Naquele mês as vendas de óleo diesel levaram um tombo de 18,2% em função da contabilização dos efeitos de uma greve nacional de caminhoneiros que parou o país durante quase duas semanas. Não fosse por isso, a contração atual teria sido a maior no histórico do mercado mantido pela ANP desde o ano 2000.
Embora o mercado já saiba há algum tempo que a Covid-19 vem afetando de forma particularmente aguda o mercado de combustíveis, os números oficiais ainda não mostravam claramente o tamanho do tombo. Ao menos não até agora. Os números para o mês de abril divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram recuo de 13,9% nas vendas de abril na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Trata-se da maior queda na comparação anual desde maio de 2018. Naquele mês as vendas de óleo diesel levaram um tombo de 18,2% em função da contabilização dos efeitos de uma greve nacional de caminhoneiros que parou o país durante quase duas semanas. Não fosse por isso, a contração atual teria sido a maior no histórico do mercado mantido pela ANP desde o ano 2000.
A queda não se limitou o mercado de diesel. Os combustíveis do ciclo Otto também fecharam abril com quedas ainda maiores. A gasolina teve recuo de 15,3% nas vendas e o etanol hidratado perdeu quase 18,5% de demanda.
Desde março
Embora a epidemia tenha começado a se alastrar no país com mais força a partir de meados do mês de março, os impactos sobre o mercado não chegaram a aparecer de forma tão clara. Em parte, em função das medidas de isolamento social adotadas por estados e municípios não ter sido uniforme e também porque no mês de março o consumo de óleo diesel costuma dar um salto sazonal o que contribuiu para maquiar os efeitos.
Em termos absolutos, o mês de março teve performance positiva. Houve crescimento de 3,4% nas vendas em relação ao ano passado.
Ainda assim, quando se compara a evolução do mercado em 2020 com a média dos anos anteriores é possível perceber que a performance ficou bem aquém do que seria de se esperar.
Nos últimos cinco anos – 2015 até 2019 –as vendas de março foram 15% maiores do que as de fevereiro. Em 2020, a demanda avançou apenas 4,3% mostrando um mercado em franca desaceleração – embora não em contração.
Volume
No mês de abril, as vendas de óleo diesel ficaram um pouquinho acima de 4 bilhões de litros – 648 milhões de litros a menos do que em abril do ano passado. Também do ponto de vista absoluto, esse é o pior resultado mensal desde maio de 2018 quando as vendas se restringiram a 3,77 bilhões de litros.
Os efeitos não foram iguais no país como um todo. A maior queda aconteceu nos estados do Nordeste onde as vendas tiveram um recuo de 22,7% ficando abaixo de 560 milhões de litros. O Sudeste teve o pior resultado absoluto com as vendas caindo 315,5 milhões de litros.
A menor queda foi no Centro-Oeste onde a contração se limitou a 4,7%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com