Demanda nacional por óleo diesel pelo avançou 5,3% na comparação com maio de 2022
Depois de um abril fraco, as vendas de diesel das distribuidoras voltaram a engrenar e fecharam o mês de maio com um pouco menos de 5,63 milhões de m³ comercializados. É o que mostram os dados divulgados hoje (30) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No acumulado do ano, as vendas já batem na casa dos 25,7 milhões de m³. São cerca de 1,4% acima do acumulado dos cinco primeiros meses de 2022. No ano passado, as vendas totais de diesel somaram 63,2 milhões de m³.
Depois de um abril fraco, as vendas de diesel das distribuidoras voltaram a engrenar e fecharam o mês de maio com um pouco menos de 5,63 milhões de m³ comercializados. É o que mostram os dados divulgados hoje (30) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O volume movimentado foi recorde para o período num histórico que vem desde o ano 2000.
No acumulado do ano, as vendas já batem na casa dos 25,7 milhões de m³. São cerca de 1,4% acima do acumulado dos cinco primeiros meses de 2022. No ano passado, as vendas totais de diesel somaram 63,2 milhões de m³.
Regionalmente, o mercado do Nordeste teve o melhor desempenho. Por lá, as vendas avançaram impressionantes 8,7% na comparação com maio de 2022 com acréscimo de 68,8 mil m³.
Já a Região Norte teve a menor expansão. O crescimento foi de apenas 1,5% ou 8,7 mil m³ de avanço.
Ciclo Otto acelera mais
Apesar do bom resultado, o mercado de diesel não foi aquele que mais cresceu em maio. Ele perde – e muito – para os 21,5% de aumento nas vendas de gasolina que atingiram 4,17 milhões de m³.
O aumento na demanda de gasolina foi suficiente para compensar a queda de 12,5% no consumo de etanol hidratado fazendo com que a movimentação de combustíveis do Ciclo Otto apresentasse expansão de 12,1%.
Outro destaque positivo foi o mercado de querosene de aviação que avançou 8,5% atingindo a marca de 528,1 mil m³.
No total, as distribuidoras reportaram a venda de 12,8 mil m³ dos combustíveis monitorados pela ANP. Esse volume é 7,5% maior do que no ano passado.
Biodiesel
Os números finais do mercado de óleo diesel ajudam a explicar o salto na produção de biodiesel. Em maio, as usinas voltaram a bater recorde na produção depois de mais de dois anos patinando.
No total, 653,2 mil de m³ de biodiesel puro foram colocados à disposição do mercado em maio.
Ainda assim, o biodiesel fabricado não bastou para atender o consumo. Descontadas as vendas de diesel naval – cerca de 120 mil m³ – do período, o diesel comercializado exigiria 660,8 mil m³ de biodiesel puro. Ficam faltando 7,6 mil m³ para fechar a conta.]
De janeiro até agora, a produção de biodiesel apresenta um déficit de 42,1 mil m³ em relação à demanda do mercado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com