Segundo a ANP, as usinas brasileiras reportaram a produção de 653,2 mil m³ de biodiesel em maio
O B12 está – finalmente – mostrando a que veio. Depois de um abril relativamente morno, a produção nacional realmente engrenou no mês de maio com as usinas reportando terem fabricado 653,2 mil m³ de biodiesel para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção avançou um pouco mais de 21,8%. Um pouco acima dos 20% que seria de se esperar considerando apenas o aumento da mistura obrigatória – de B10 para B12 – ocorrido em abril.
Esse aumento na produção acontece mesmo com os números preliminares divulgados pela ANP para o mercado de diesel serem bastante negativos. Segundo os painéis dinâmicos da agência reguladora, as distribuidoras venderam menos de 4,17 milhões de m³ de óleo diesel B em maio.
O B12 está – finalmente – mostrando a que veio. Depois de um abril relativamente morno, a produção nacional realmente engrenou no mês de maio com as usinas reportando terem fabricado 653,2 mil m³ de biodiesel para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção avançou um pouco mais de 21,8%. Um pouco acima dos 20% que seria de se esperar considerando apenas o aumento da mistura obrigatória – de B10 para B12 – ocorrido em abril.
Esse aumento na produção acontece mesmo com os números preliminares divulgados pela ANP para o mercado de diesel serem bastante negativos. Segundo os painéis dinâmicos da agência reguladora, as distribuidoras venderam menos de 4,17 milhões de m³ de óleo diesel B em maio.
Se vier a ser confirmado, esse número representa uma queda de 22% na demanda nacional de diesel de um ano para outro. Em outras ocasiões, contudo, os números do painel dinâmico da ANP divergiram bastante dos dados finais.
Novo recorde!
É um novo recorde! Depois de mais de dois anos e meio, a produção das usinas finalmente superou os 643,1 mil m³ que haviam sido registrados em março de 2021. O recordo atual é de março de 2021; durante o curto período no qual o mercado brasileiro realmente chegou a usar B13. A situação virou quando, em abril daquele ano, o governo federal anunciou que cortaria a mistura obrigatória de 13% para 10% como parte de um esforço para conter a alta nos preços do diesel.
E o que foi anunciado como uma medida emergencial de vida curta, acabou se prolongando por 23 longos meses. A situação só seria normalizada em meados de março quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou uma resolução fixando a retomada do B12 para abril e um novo cronograma de aumentos na mistura obrigatória que levará o mercado do B15 em 2026.
Centro-Oeste cresce
Esse aumento na produção beneficiou principalmente para os fabricantes da Região Centro-Oeste. Em maio, as usinas de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – o Distrito Federal não conta com usinas de biodiesel ativas – fabricaram 276,8 mil m³ de biodiesel. Foi uma alta de 48,1% na comparação com maio de 2022.
O volume fabricado no Centro-Oeste representou 42,4% da produção nacional de biodiesel tomando a liderança que, no mês passado, estava com a Região Sul. Em maio, as usinas de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foram responsáveis pela produção de menos de 41% da produção nacional.
Isso apesar do Rio Grande do Sul se manter como o líder isolado do setor.
As usinas gaúchas foram responsáveis pela produção de 163 mil m³ de biodiesel em maio. Mantendo uma boa liderança sobre o Mato Grosso que foi o segundo colocado com 138 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com