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Vendas de diesel ficaram estáveis em maio, apesar de impacto das cheias no RS

Quinto maior mercado consumidor de diesel do país, Rio Grande do Sul teve demanda 13% menor no mês de maio

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Em maio, o mercado brasileiro de diesel ficou praticamente parada no mesmo lugar. Segundo dados divulgados na última semana pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as distribuidoras ativas no país reportaram a venda de 5,64 milhões de m³ do derivado no mês passado. Embora ainda tenha fica positiva, a variação foi de inexpressivos 0,03% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse resultado parece tirar o ímpeto do movimento de retomada que o mercado tentou engrenar em abril.

O número final praticamente confirma o volume que havia sido antecipado alguns dias antes pela ANP. Isso corrobora a déficit de quase 48 mil m³ na oferta de biodiesel que havia sido estimada por BiodieselBR.com.

Em maio, o mercado brasileiro de diesel ficou praticamente parada no mesmo lugar. Segundo dados divulgados na última semana pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as distribuidoras ativas no país reportaram a venda de 5,64 milhões de m³ do derivado no mês passado. Embora ainda tenha fica positiva, a variação foi de inexpressivos 0,03% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse resultado parece tirar o ímpeto do movimento de retomada que o mercado tentou engrenar em abril.

O número final praticamente confirma o volume que havia sido antecipado alguns dias antes pela ANP. Isso corrobora a déficit de quase 48 mil m³ na oferta de biodiesel que havia sido estimada por BiodieselBR.com.

Enchente no RS

Em grande medida, a desaceleração foi causada pela retração nas vendas de diesel no Rio Grande do Sul. Quinto maior mercado consumidor de diesel do país – os gaúchos consumiram quase 3,91 milhões de m³ no ano passado –, o RS foi duramente atingido por uma enchente histórica no começo do mês passado o que desarticulou boa parte da economia local e atingiu diramente a distribuição de combustíveis.

No fim das contas, isso levou a uma queda de praticamente 13% na demanda de diesel gaúcha. Os distribuidores reportaram à ANP vendas de 279 mil m³ durante maio, cerca de 41,5 mil m³ menos do que um ano antes. O estado foi responde praticamente sozinho para queda de 49,4 mil m³ nas vendas da Região Sul.

Outras nove unidades da federação tiveram quedas nas vendas no comparativo anual. Embora bem menos dramáticas do que as registradas no RS. No total, esses viram sua demanda agregada cair um pouco menos de 76,8 mil m³ – queda de 2,5%.

Essas perdas foram compensadas por altas registradas nos outros 17 unidades da federação. Esse grupo vendeu 78,3 mil m³ com destaque para Minas Gerais (16,3 mil m³ a maios) e Mato Grosso (13 mil m³).

Mesmo que nada de mais grave tivesse acontecido no RS, o resultado não teria sido particularmente vistoso. Se as vendas de diesel em maio de 2024 tivessem empatado com as de maio de 2023, o país como um todo teria movimentado um pouco menos de 5,69 milhões de m³ o que levaria a um crescimento de menos de 0,8%.

Esse número está mais ou menos em linha com os resultados apurados em outros segmentos do mercado de combustíveis. O mercado de combustíveis do Ciclo Otto – etanol e gasolina – avançou menos de 1% com vendas de 52,8 mil m³ mais do que no ano passado. Mais ou menos em linha com o conjunto dos demais combustíveis cujas vendas são acompanhadas pela ANP que avançaram um pouco mais de 0,9%.

Mesmo com a desaceleração, as vendas de diesel de janeiro até maio passam dos 26,8 milhões de m³ o que ainda está 1,1 milhão de m³ – 4,3% –acima do mesmo período de 2023. Nos últimos cinco anos, as vendas nesse período representaram, em média, 39,4% do total.

Se o mercado mantiver a mesma trajetória média que apresentou entre os anos de 2019 e 2023, o ano deverá se encerrar com mais de 68,1 milhões de m³ de óleo diesel B comercializados.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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