Mercado nacional foi puxado principalmente pelo desempenho na Região Sudeste onde o consumo avançou quase 315 mil m³
O mercado de diesel deu a volta por cima. Depois de um mês de março preocupante no qual distribuidoras reportaram queda maior que 7,7% nas vendas do derivado – a pior em quase quatro anos –, o consumo voltou a ganhar tração que fechou o mês de abril com um crescimento de 15% na base anual.
Do começo do ano até agora, a quantidade de combustível demandada pelos brasileiros foi de 21,2 mil m³. Desempenho 5,5% melhor do que no mesmo período do ano passado quando a demanda anual passou os 65,5 milhões de m³.
O mercado de diesel deu a volta por cima. Depois de um mês de março preocupante no qual distribuidoras reportaram queda maior que 7,7% nas vendas do derivado – a pior em quase quatro anos –, o consumo voltou a ganhar tração que fechou o mês de abril com um crescimento de 15% na base anual.
Segundo os dados mais recentes da ANP, o mercado movimentou aproximadamente 5,64 milhão de m³ de diesel. É o novo recorde para o mês. Abril de 2024 colocou 10,9% de vantagem sobre os 5,08 milhões de m³ que haviam sido vendidos no mesmo mês de 2021.
Do começo do ano até agora, a quantidade de combustível demandada pelos brasileiros foi de 21,2 mil m³. Desempenho 5,5% melhor do que no mesmo período do ano passado quando a demanda anual passou os 65,5 milhões de m³.
Atípico
Essa aceleração nas vendas de diesel entre março e abril não é das mais comuns. Nos últimos cinco anos, apenas em 2019 o mercado teve crescimento no período. E muito mais modesto. Cinco anos atrás, o passo adiante nas vendas do derivado foi de 2,2%; agora o aumento foi de 4,5%.
Muito diferente dos 9,3% de contração que seria de se esperar caso o mercado tivesse seguido a curva média de demanda dos cinco anos anteriores. Normalmente, o consumo de diesel tem um primeiro surto em março; depois volta cair e escala até o pico anual que costuma acontecer entre agosto e outubro.
Dessa vez, contudo, a demanda se descolou dessa curva de forma consistente. Todas as regiões brasileiras experimentaram aumentos de dois dígitos nas vendas de diesel com três delas – Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste – com crescimento acima dos 16% no comparativo anual.
O Sudeste foi o principal motor desse crescimento com um aumento de quase 315 mil m³ nas vendas do derivado. Maior consumidora do país, a região absorveu um total de 2,25 milhões de m³.
São Paulo e Minas Gerais – primeiro e segundo maiores consumidores de diesel do país – registraram aumentos maiores que 100 mil m³. Foram, respectivamente, altas de 156 mil m³ e 113,8 mil m³ o que colocou o mercado paulista em 1,17 milhão de m³ e o mineiro em 718,6 mil m³.
Acima da média
Com exceção do etanol hidratado cujas vendas tiveram um salto de espetaculares 52,6% na comparação anual atingindo 1,77 milhão de m³; o diesel superou todos os outros produtos que entram na contabilidade da ANP.
Segundo produto em volume, as vendas de gasolina patinaram em abril caindo 0,4% a menos do que um ano atrás. Isso fez com que as vendas de combustíveis o para Ciclo Otto totalizassem 5,43 milhões de m³ com alta de 12,3% sobre abril de 2023.
Já os demais energéticos do mercado brasileiro tiveram crescimento de venda de 9,5% somando 1,86 milhão de m³ vendidos.
Biodiesel deficitário
Conhecidos os números finais, a relação entre a produção e a demanda de biodiesel ficou ainda mais deficitária do que era possível calcular inicialmente. Na estimativa publicada ontem (28) por BiodieselBR.com com base em números preliminares sobre as vendas de diesel, as usinas teriam que ter fabricado 51 mil m³ de biodiesel a mais para dar conta de atender 100% da demanda.
Agora, esse conta sobe para mais de 54,3 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com