Volume comercializado pelas distribuidoras em março apresentou contração de 7,7% em relação ao ano anterior
O mercado nacional de óleo diesel teve um março bastante ruim. Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as vendas do derivado mais consumido pelos brasileiros foram de 5,39 milhões de m³ – queda maior que 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A última vez que o mercado experimentou uma freada tão brusca foi entre maio de 2020 e maio de 2019 quando as distribuidoras estavam sentindo os impactos da chegada da pandemia da Covid-19 no Brasil.
Na ponta do lápis foram 450 mil m³ de diesel a menos sobre março de 2023.
O mercado nacional de óleo diesel teve um março bastante ruim. Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as vendas do derivado mais consumido pelos brasileiros foram de 5,39 milhões de m³ – queda maior que 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A última vez que o mercado experimentou uma freada tão brusca foi entre maio de 2020 e maio de 2019 quando as distribuidoras estavam sentindo os impactos da chegada da pandemia da Covid-19 no Brasil.
Na ponta do lápis foram 450 mil m³ de diesel a menos sobre março de 2023.
O resultado negativo de março encerra uma sequência de 10 aumentos nas vendas. O último mês que havia fechado no vermelho havia sido em abril de 2023 quando foram movimentados 1,7% a menos de óleo diesel. O volume de diesel que foi movimentado é o menor para um mês de março dos últimos quatro anos.
Em geral, março é o mês no qual o mercado nacional de diesel saí da latência em que tende a entrar na virada de um ano para o outro. Nos último cinco anos as vendas de diesel saltaram, em média, 13% entre fevereiro e março. Dessa vez, também tivermos crescimento, mas bem mais modesto, com menos de 6,5%.
1º trimestre
Apesar dessa queda no encerramento do período, as distribuidoras ainda tiveram o melhor 1º trimestre (1T) da história com 15,5 milhões de m³ de diesel vendidos com quase 370 mil m³ – cerca de 2,4% – a mais do que no ano passado.
Segundo a consultoria StoneX, essa expansão reflete o aumento de 10,6% no volume das exportações nos primeiros meses do ano, o que exigiu um aumento dos fretes rodoviários necessários para a escoação desses produtos. A movimentação para os portos também explica essa queda no final do trimestre, com retração de 7,3% nas vendas externas do agronegócio brasileiro.
Acompanhando o mercado
A queda na demanda de óleo diesel em março não foi um fenômeno isolado. Dos 8 energéticos cuja é movimentação acompanhada mensalmente pela ANP, metade fechou o mês com queda de vendas.
Além do diesel a gasolina (-6,9%), gasolina de aviação (-13,1%) e GLP (-8,9%) tiveram variações negativas.
O único produto que apresentou um crescimento mais expressivo foi o etanol hidratado que teve vendas 46,3% maiores que no ano passado, atingindo 1,84 milhões de m³ consumidos. O desempenho do etanol foi suficiente para compensar as perdas registradas na gasolina e fazer a demanda por combustíveis do Ciclo Otto subir 6,1% chegando a 5,47 milhões de m³.
No total, o mercado nacional de combustíveis registrou queda de 1,7% em março e movimentou 12,7 milhões de m³ no mês – baixa de 218,2 mil m³ na comparação anual.
Região Sul
Todas as regiões brasileiras fecharam o mês de março com queda anual.
Das cinco regiões a Região Sul foi a que mais viu a demanda por diesel cair. Os estados da região venderam 167,5 mil m³ de diesel a menos – queda de 12,8% – em relação ao ano passado.
Em termos de volume, a Região Sudeste também teve uma contração substancial com as vendas caindo quase 151 mil m³. Relativamente, contudo, a queda foi mais suave com 6,8% de queda.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com