Volume de óleo diesel consumido pelos brasileiros foi o terceiro maior em toda a história
O mercado de óleo diesel deu uma guinada e tanto em março. Depois de um janeiro nada empolgante e um fevereiro francamente ruim, as vendas das distribuidoras simplesmente explodiram em março e fecharam o mês com 5,49 milhões de metros cúbicos movimentados. É o que mostram os novos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além deste ser o maior volume já registrado para este período num histórico que vem sendo mantido pela agência reguladora desde o ano 2000, este resultado também coloca março de 2020 em terceiro no ranking geral – atrás apenas dos meses de outubro de 2014 e outubro de 2020.
Uma aceleração das vendas de diesel em março é algo bastante corriqueiro – ela faz parte da curva normal de demanda ao longo do ano. Dessa vez, contudo, a aceleração na demanda foi bastante incomum. Nos últimos cinco anos, o volume movimentado entre fevereiro e março cresceu um pouco mais que 11%. Em 2021, o salto entre um mês e outro chega perto de 25%.
O mercado de óleo diesel deu uma guinada e tanto em março. Depois de um janeiro nada empolgante e um fevereiro francamente ruim, as vendas das distribuidoras simplesmente explodiram em março e fecharam o mês com 5,49 milhões de metros cúbicos movimentados. É o que mostram os novos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além deste ser o maior volume já registrado para este período num histórico que vem sendo mantido pela agência reguladora desde o ano 2000, este resultado também coloca março de 2020 em terceiro no ranking geral – atrás apenas dos meses de outubro de 2014 e outubro de 2020.
Uma aceleração das vendas de diesel em março é algo bastante corriqueiro – ela faz parte da curva normal de demanda ao longo do ano. Dessa vez, contudo, a aceleração na demanda foi bastante incomum. Nos últimos cinco anos, o volume movimentado entre fevereiro e março cresceu um pouco mais que 11%. Em 2021, o salto entre um mês e outro chega perto de 25%.
O crescimento na comparação anualizada também foi superlativo. Comparando as vendas de março de 2021 com as de março de 2020, o avanço foi de praticamente 16,6%.
Poucas vezes o mercado registrou um crescimento desse porte. A última vez foi em maio de 2019 quando, graças ao rebote em relação à greve de caminhoneiros de 2018, as vendas avançaram 27,1%. Fora essa vez, a expansão do mercado só superou a atual em março de 2004 (21,8%) e em março de 2010 (17,5%).
Com esse crescimento repentino, o diesel acabou ficando com 47,7% do mercado total de combustíveis. Essa é a maior fatia do mercado que o derivado já teve. E o restante do mercado não se saiu mal. Os combustíveis do ciclo otto – etanol e gasolina – venderam 4,37 milhões de m³ com crescimento de 4,7%.
Gasolina de aviação (53,7%), óleo combustível (22,1%), querosene iluminante (17,1%) apresentaram resultados positivos. Já GLP (-1,2%) e querosene de aviação (-30,5%) tiveram recuo.
Regional
O crescimento do mercado foi generalizado embora tenha apresentado aceleração desigual. As distribuidoras vendaram 28,9% mais óleo diesel em março de 2021 nos estados da Região Centro-Oeste do que um ano atrás. Em termos de volume, o mercado regional movimentou 839,7 milhares de m³ – 188,3 mil m³ a mais.
Em termos absolutos, a variação é superada pelo Sudeste, onde a demanda cresceu 231,1 mil m³ totalizando 2,03 milhões de m³. Percentualmente, no entanto, a expansão foi mais modesta com 12,8%.
Insuficiente
Com a confirmação da movimentação de óleo diesel em março, fica claro que nem a produção recorde de biodiesel foi suficiente para abastecer adequadamente o mercado. Segundo a ANP, as usinas colocaram no mercado praticamente 640 milhares de m³.
Mesmo descontando as vendas de 78,8 mil m³ de diesel marítimo, o balanço entre produção e demanda ficou negativa em 63,7 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com