A performance de entregas apresentada pelo setor foi a melhor dos últimos 23 bimestres
O quarto bimestre de 2021 foi muito bom para o setor de biodiesel em termos de performance de entregas. De acordo com os dados mais publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas entregaram 97,4% do volume de biocombustível com o qual elas haviam se comprometido no Leilão 80. Essa é o melhor resultado desde o longínquo L56 quando foram entregues 97,9% de tudo o que havia sido negociado para abastecer o mercado no quinto bimestre de 2017.
Esse já é o quarto bimestre de recuperação no nível de entregas do setor. As entregas levaram um tombo importante no L76. Naquela ocasião as distribuidoras fecharam a compra de uma quantidade otimista de biodiesel.
No fim das contas, no entanto, as distribuidoras buscaram apenas 91,3% do que compraram. O mal desempenho se prolongou ainda pelo L77.
O quarto bimestre de 2021 foi muito bom para o setor de biodiesel em termos de performance de entregas. De acordo com os dados mais publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas entregaram 97,4% do volume de biocombustível com o qual elas haviam se comprometido no Leilão 80. Essa é o melhor resultado desde o longínquo L56 quando foram entregues 97,9% de tudo o que havia sido negociado para abastecer o mercado no quinto bimestre de 2017.
Esse já é o quarto bimestre de recuperação no nível de entregas do setor. As entregas levaram um tombo importante no L76. Naquela ocasião as distribuidoras fecharam a compra de uma quantidade otimista de biodiesel.
No fim das contas, no entanto, as distribuidoras buscaram apenas 91,3% do que compraram. O mal desempenho se prolongou ainda pelo L77.
Virada
A partir do bimestre passado o mercado passou a demonstrar um bom apetite por biodiesel. Historicamente, o nível de entregas dos leilões está em 94,7%, bem abaixo dos resultados dos últimos dois certames.
No total geral, as entregas movimentaram 1,07 milhão de m³ de biodiesel. Embora tenha havido melhora de quase 6,2% em relação ao volume entregue no L79, o mercado ainda precisou de bem menos biodiesel do que os 1,23 milhões de m³ que foram demandados no L78.
Com o mercado de diesel se mostrando bastante aquecido ao longo deste ano, a queda no volume de biodiesel é resultado direto das reduções da mistura obrigatória implementadas pelo governo federal. Nos dois últimos bimestres, o mercado usou B10 e não B13.
E vale ressaltar que as retiradas têm se sustentado. No mês de julho, o setor teve 97,1% de performance de entregas. Já em agosto o resultado chegou a 97,7%.
Houve mais interesse por algumas usinas do que por outras. A Granol de Anápolis e a Bio Óleo entregaram mais biodiesel do que haviam vendido – performance de entregas de, respectivamente, 105,6% e 100,7%. Juntas, elas superaram suas vendas em mais de 2,5 mil m³. E um grupo de 12 usinas bateu na trave conseguindo entregar entre 99% e 100% ou mais de suas vendas.
MUHs
Apesar do bom resultado da Bio Óleo, as entregas do grupo das menores usinas habilitadas (MHUs) foram bem piores. Em média, os 14 fabricantes que participaram da etapa exclusiva para os produtores de menor porte entregaram 88,2% do biodiesel que venderam.
Nada menos que 9 desses produtores ficaram abaixo do piso de 90% de entregas que a ANP exige das usinas de biodiesel nos leilões. O pior resultado foi da Cesbra que entregou apenas 44,5 m³ de biodiesel, menos da metade – 49,4% – do que deveriam
A quebra parece refletir o preço mais elevado das MUHs. As distribuidoras pagaram R$ 6.540,45 em cada m³ do biodiesel das usinas desse grupo, cerca de 18,7% acima dos R$ 5.509,61 do leilão como um todo.
Veja a lista com o resultado completo das entregas do L80:

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com