Volume comercializado pelas distribuidoras em julho foi superado apenas pelas vendas registradas em outubro de 2014
O mercado nacional de óleo diesel está mesmo em marcha acelerada. No mês de julho, as distribuidoras reportaram à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vendas superiores a 5,61 milhões de metros cúbicos (m³) do derivado de petróleo. Esse é o segundo maior volume mensal no histórico, perdendo apenas para outubro de 2014 quando a demanda superou a barreira de 5,73 milhões de m³.
Observando a curva de consumo dos últimos anos, o pico da demanda ainda está para chegar. Normalmente, os meses de agosto e outubro são os mais agitados do ano. Se o mercado se comportar como nos últimos cinco anos, o consumo de diesel deverá crescer cerca de 2,5% entre julho e agosto o que deverá levar o mercado acima de 5,75 milhões de m³.
O mercado nacional de óleo diesel está mesmo em marcha acelerada. No mês de julho, as distribuidoras reportaram à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vendas superiores a 5,61 milhões de metros cúbicos (m³) do derivado de petróleo. Esse é o segundo maior volume mensal no histórico, perdendo apenas para outubro de 2014 quando a demanda superou a barreira de 5,73 milhões de m³.
Até agora, tudo parece se encaminhar para que 2021 finalmente supere o ano de 2014 como o melhor da história. E a vantagem está se alargando. No primeiro semestre as vendas de diesel somaram 29,7 milhões de m³ batendo o recorde por uma margem de 3,1%. Agora, a diferença já está em 3,9% a favor de 2021.
Observando a curva de consumo dos últimos anos, o pico da demanda ainda está para chegar. Normalmente, os meses de agosto e outubro são os mais agitados do ano. Se o mercado se comportar como nos últimos cinco anos, o consumo de diesel deverá crescer cerca de 2,5% entre julho e agosto o que deverá levar o mercado acima de 5,75 milhões de m³.
O mesmo dinamismo, contudo, não está sendo visto no restante do mercado de combustíveis. Considerando a demanda total de combustíveis, a ANP reporta 79 milhões de m³. Este volume ainda está abaixo dos níveis pré-pandêmicos. Entre janeiro e julho de 2019, as distribuidoras movimentaram 79,7 milhões de m³ de combustíveis.
Essa contração se deve principalmente ao mercado de combustíveis do Ciclo Otto – etanol e gasolina –- que, em 2021, vendeu 2,45 milhões m³ abaixo do que no mesmo período de 2019. As vendas de querosene de aviação também estão passando por maus momentos, com queda de 1,83 milhão de m³ em relação à 2019.
Descontada a expansão do diesel, o mercado de combustíveis ainda está quase 7,3% abaixo dos níveis anteriores aos do estouro da pandemia da Covid-19.
Sul e Nordeste
Os estados das regiões Sul e Nordeste foram os que mais agregaram em demanda de diesel com aumentos de, respectivamente, 12,2% e 11,7% entre julho de 2020 e julho de 2021.
A Região Sul se destaca. As vendas aumentaram mais de 122,5 mil m³ no período de um ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com