Usinas reportaram a produção de 443,9 mil m³ no segundo mês de 2023. Ano tem o pior 1º bimestre desde 2019
Fevereiro foi mais um mês de números negativos para o setor de biodiesel. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção das usinas no segundo mês do ano beirou os 443,9 mil m³ o que representa uma queda de substanciais 9,3% sobre o volume que havia sido reportado no mesmo período de 2022.
Trata-se o pior número mensal para a indústria nos últimos 34 meses. A última vez que o setor teve uma produção tão fraca havia sido em abril de 2020. Naquele mês o mercado nacional de diesel ainda estava às voltas com os impactos mais agudos da pandemia da Covid-19.
Fevereiro foi mais um mês de números negativos para o setor de biodiesel. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção das usinas no segundo mês do ano beirou os 443,9 mil m³ o que representa uma queda de substanciais 9,3% sobre o volume que havia sido reportado no mesmo período de 2022.
Trata-se o pior número mensal para a indústria nos últimos 34 meses. A última vez que o setor teve uma produção tão fraca havia sido em abril de 2020. Naquele mês o mercado nacional de diesel ainda estava às voltas com os impactos mais agudos da pandemia da Covid-19.
Os dados finais sobre as vendas de óleo diesel ainda não foram disponibilizados pela ANP que dificulta uma noção mais precisa sobre como o mercado se saiu no começo deste ano. Mas informações preliminares dos painéis dinâmicos da ANP apontam para uma movimentação de apenas 3,93 milhões de m³.
Se esse número for confirmado, teremos uma contração de preocupantes 20,3% na demanda de diesel do país. Essa queda arrastaria para baixo a produção de biodiesel.
Freada brusca
A freada foi particularmente brusca para as usinas instaladas na Região Sul. Entre Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, a produção de biodiesel caiu mais de 26,7 mil m³ – 12,7% – na comparação entre fevereiro de 2022 e fevereiro de 2023.
Ainda assim, o Rio Grande do Sul foi principal fornecedor de biodiesel para o mercado nacional. O estado colocou um pouco menos de 110,1 mil m³ de biocombustível à disposição das distribuidoras.
Nenhum outro estado superou a marca dos 100 mil m³.
As usinas da Região Norte foram as únicas que conseguiram navegar ao largo da queda na produção. Em fevereiro de 2023, esses fabricantes aumentaram sua oferta de biodiesel em cerca de 26,5% e passaram de 13 mil m³ fabricados.
Menos ruim
Em compensação janeiro foi um pouquinho melhor do que os números iniciais davam a entender. O volume de biodiesel produzido no primeiro mês do ano foi corrigida para 448,7 mil m³ – 14,7 mil m³ acima da quantidade que havia sido inicialmente reportada pela agência regulatória.
Ainda assim, a produção de janeiro ficou no vermelho, embora num tom bem mais fraco. De -5,2% para moderados -1,1%.
Apesar da relativa melhora nos números janeiro, o começo de 2023 não deu ao setor muito o que comemorar. Com 892,6 mil m³ de biodiesel fabricados no 1º bimestre (1B), a indústria teve sua pior abertura de ano desde 2019 quando a produção foi de 861,7 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com