Queda na demanda por óleo diesel prejudicou o desempenho do setor nesse começo de ano
Não foi só o mercado de óleo diesel que começou o ano com o freio de mão puxado. No mercado de biodiesel, a retração no primeiro mês do ano foi mais severa. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção das usinas brasileiras foi de 434 mil m³.
Esse volume representa uma queda de 5,2% em relação à que foi reportada pelas usinas em janeiro do ano anterior. Já são cinco de resultados negativos seguidos na comparação entre um mês.
Não foi só o mercado de óleo diesel que começou o ano com o freio de mão puxado. No mercado de biodiesel, a retração no primeiro mês do ano foi mais severa. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção das usinas brasileiras foi de 434 mil m³.
Esse volume representa uma queda de 5,2% em relação à que foi reportada pelas usinas em janeiro do ano anterior. Já são cinco de resultados negativos seguidos na comparação entre um mês.
Em dois deles – em setembro e outubro – ao menos havia um desnível na mistura que ajuda a explicar a queda. No quinto bimestre de 2020, a mistura usada no Brasil foi de 12% contra 10% no 5B de 2021. No restante do período, contundo, as comparações são sempre entre meses nos quais valia o B10.
Ou seja, o mercado vem dando sinais continuados de fraqueza na demanda.
Distribuição
O mercado não puniu todas as usinas igualmente. Em Minas e no Tocantins, a produção de biodiesel simplesmente parou, fazendo com que o número de unidades da federação com presença ativa no segmento recuasse para 12.
Essa é o menor número de estados fabricando biodiesel desde julho de 2021.
Paraná e Goiás tiveram contrações particularmente fortes em seus números com quedas de 26,6% e 28,9% respectivamente. No agregado, as usinas desses dois estados perderam mais de 43,5 mil m³ em produção.
Nem todos os estados fecharam as contas no vermelho. As usinas do Mato Grosso do Sul mais do que dobraram sua produção em relação à janeiro de 2022 atingindo a marca de 23,9 mil m³ fabricados.
Negativo
Vale ressaltar que, descontadas as vendas de diesel marítimo do mês, as vendas de óleo diesel reportadas pelas distribuidoras permitem calcular que a demanda por B100 foi de 442,8 mil m³. Isso deixa o mercado deficitário em 8,7 mil m³.
O resultado negativo não chega a ser preocupante. No ano passado, a produção de biodiesel das usinas superou a demanda das distribuidoras em mais de 59,5 mil m³; mais que o suficiente para cobrir os 42 mil m³ exportados ao longo do período e ainda deixar alguma gordura para queimar.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com