Vendas reportadas pelas distribuidoras em janeiro foram 2,1% menores do que no mesmo período de 2022
O ano novo não começou particularmente bem para o segmento de óleo diesel. De acordo com a atualização mais recente dos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as distribuidoras reportaram ter movimentado um pouco menos que 4,54 milhões de m³ do derivado. O volume é cerca de 2,1% menor do que o registrado em janeiro de 2022.
Evidentemente é cedo demais para ficar pessimista. Mas vale ressaltar que o último ano a abrir com queda nas vendas de diesel foi o fatídico 2016 quando o consumo apresentou queda de 5,1%.
O ano novo não começou particularmente bem para o segmento de óleo diesel. De acordo com a atualização mais recente dos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as distribuidoras reportaram ter movimentado um pouco menos que 4,54 milhões de m³ do derivado. O volume é cerca de 2,1% menor do que o registrado em janeiro de 2022.
É um começo desanimador para um segmento de mercado a vem de dois recordes anuais seguidos. Em 2022, as vendas de óleo diesel bateram em 63,2 milhões de m³, enquanto em 2021 o resultado anal foi de 62,1 milhões de m³.
Evidentemente é cedo demais para ficar pessimista. Mas vale ressaltar que o último ano a abrir com queda nas vendas de diesel foi o fatídico 2016 quando o consumo apresentou queda de 5,1%.
Na contramão
Os números do diesel estão na contramão do que está acontecendo no mercado de combustíveis em geral. As vendas dos energéticos que são acompanhados pela ANP tiveram alta de 5,2% em janeiro totalizando 11,1 milhões de m³.
Os 97,7 mil m³ a menos de diesel que foram computados pelas distribuidoras foram mais do que compensados pelas vendas de combustíveis do ciclo otto, que avançaram 12,4% no comparativo anual atingindo uma movimentação de 4,81 milhões de m³ – 3,75 milhões de m³ de gasolina e 1,05 milhão de m³ de etanol.
A gasolina em particular teve um janeiro forte. O volume movimentado cresceu 483,8 mil m³ – 14,8% – em apenas um ano.
Já o restante dos energéticos – GLP, óleo combustível, querosene iluminante e combustíveis de aviação – viram uma expansão de 7,3%
A movimentação em direções contrária fez com que a participação do diesel no mercado total caísse para 40,7%. Consideravelmente abaixo a fatia de 43,8% que teve em janeiro do ano passado.
Problema localizado
Não foi no Brasil todo que o mercado brasileiro de diesel começou mal. A queda foi causada principalmente pela demanda mais fraca nas regiões Centro-Oeste e Norte.
Nessas duas regiões, a demanda caiu – respectivamente – 8% e 12,9%. Foram cerca de 126,7 mil m³ de diesel a menos. Também houve contração na Região Sul, embora num nível muito mais moderado de 1,7%
Já nas regiões Nordeste e Sudeste tivemos um aumento nas vendas de mais de 45,4 mil m³. As vendas de diesel no Nordeste tiveram um janeiro bom, com expansão de 3,2%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com