Usinas fabricaram mais de 846,6 mil m³ no mês passado, atingindo a marca de 7,55 milhões de m³ no somatório do ano.
O volume de biodiesel fabricado no Brasil experimentou um repique em outubro. De acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas ofertaram pouco mais de 846,6 mil m³ de biodiesel ao mercado. Isso representa um aumento de aproximadamente 3,7% em relação ao volume reportado em setembro.
Esse resultado renovou a máxima histórica do setor – embora por uma margem de meros 0,7%. O último recorde mensal havia sido registrado em agosto, quando a produção das usinas passou dos 840,4 mil m³.
Recorde antecipado
Desde que o B14 foi implementado em março passado, essa já foi a sexta vez que o setor viu seu teto de produção ficar mais alto.
Neste mês, contudo, não tivemos apenas um novo recorde mensal. Com esse novo resultado, a parcial do ano passou dos 7,55 milhões de m³, superando os 7,52 milhões de m³ registrados ao longo do ano passado.
O volume de biodiesel fabricado no Brasil experimentou um repique em outubro. De acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas ofertaram pouco mais de 846,6 mil m³ de biodiesel ao mercado. Isso representa um aumento de aproximadamente 3,7% em relação ao volume reportado em setembro.
Esse resultado renovou a máxima histórica do setor – embora por uma margem de meros 0,7%. O último recorde mensal havia sido registrado em agosto, quando a produção das usinas passou dos 840,4 mil m³.
Recorde antecipado
Desde que o B14 foi implementado em março passado, essa já foi a sexta vez que o setor viu seu teto de produção ficar mais alto.
Neste mês, contudo, não tivemos apenas um novo recorde mensal. Com esse novo resultado, a parcial do ano passou dos 7,55 milhões de m³, superando os 7,52 milhões de m³ registrados ao longo do ano passado.
Além do aumento da mistura obrigatória, o mercado de óleo diesel tem ajudado o setor. Uma projeção da consultoria StoneX publicada em meados de outubro estima a demanda anual em cerca de 67,5 milhões de m³ – volume cerca de 3% maior que o de 2023. Os números divulgados até setembro parecem confirmar – e até superar – esse otimismo.
De volta ao vermelho
Apesar do aumento na produção, o balanço entre oferta e demanda voltou a ficar negativo em outubro.
Os painéis dinâmicos da ANP informam vendas de diesel de 6,19 milhões de m³ em outubro, o que permite estimar a demanda por biodiesel puro em pouco mais de 852 mil m³. Isso deixaria o mercado com um déficit de aproximadamente 5,5 mil m³.
Embora não seja um volume expressivo, este seria o 7º mês do B14 com balanço negativo. Desde que a nova mistura foi oficializada, as usinas só conseguiram fabricar mais biodiesel do que o mercado consumiu em setembro. No acumulado, os últimos oito meses deixaram um déficit de 129,2 mil m³ de B100, conta que cai para 89,5 mil m³ quando incluídas as sobras de janeiro e fevereiro.
Regionais
O bom resultado de outubro deveu-se principalmente aos produtores da Região Sul, que elevaram sua produção em 60,6 mil m³ – 20,9% – em relação ao volume registrado um ano antes. No total, os três estados da região colocaram 350,9 mil m³ de biodiesel no mercado nacional, o que equivale a pouco mais de 81% da capacidade instalada na região.
Partindo de uma base menor, o Nordeste também fez bonito. Em outubro, as usinas nordestinas viram sua produção crescer 56%, chegando a 81,7 mil m³, o que equivale a 80,3% de sua base produtiva.
No cômputo geral, a produção de biodiesel avançou cerca de 20% do ano passado para cá, fazendo com que o nível de ocupação da indústria chegasse a 68,3% – mais de 9 pontos percentuais acima de um ano atrás.
RS na liderança
Outubro também trouxe o Rio Grande do Sul de volta à liderança do mercado, com mais de 186,6 mil m³ de biodiesel fabricados, superando os 173,7 mil m³ do Mato Grosso – estado que ocupa a segunda colocação.
Chama a atenção, contudo, o avanço em Minas Gerais, onde a produção de biodiesel teve um crescimento de 961% na comparação anual, chegando a 11,9 mil m³. A única ativa no estado é a PBio de Montes Claros, que tem capacidade instalada para fabricar até 16,3 mil m³ de biodiesel por mês.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com