Distribuidoras reportaram ter comercializado 5,77 milhões de m³ do derivado no último mês, apenas 11,2 mil m³ a mais do que no mesmo período do ano passado.
O volume de diesel movimentado ficou menor em setembro, mas a comparação anual melhorou. Segundo os dados mais recentes da ANP, o mercado nacional demandou o equivalente a 5,77 milhões de m³ do derivado ao longo do mês passado. Foi um passo atrás em relação aos dois meses anteriores – quando a demanda ficou acima dos 6 milhões de m³ –, mas garantiu que o mercado registrasse crescimento, mesmo que diminuto, sobre o resultado de setembro de 2023.
Salvos pelo Nordeste
O resultado nacionalmente pífio foi garantido pelo bom desempenho do Nordeste, onde as vendas de óleo diesel chegaram a 943,6 mil m³, apresentando um crescimento de 7,2%. Os quase 63 mil m³ de diesel consumidos a mais pelos nordestinos praticamente zeraram as quedas de 52,5 mil m³ no Centro-Oeste e de 16,9 mil m³ no Sudeste.
O volume de diesel movimentado ficou menor em setembro, mas a comparação anual melhorou. Segundo os dados mais recentes da ANP, o mercado nacional demandou o equivalente a 5,77 milhões de m³ do derivado ao longo do mês passado. Foi um passo atrás em relação aos dois meses anteriores – quando a demanda ficou acima dos 6 milhões de m³ –, mas garantiu que o mercado registrasse crescimento, mesmo que diminuto, sobre o resultado de setembro de 2023.
O volume atual avançou irrisórios 11,2 mil m³ – 0,2% – sobre os 5,76 milhões de m³ do derivado que haviam sido vendidos no ano passado.
Salvos pelo Nordeste
O resultado nacionalmente pífio foi garantido pelo bom desempenho do Nordeste, onde as vendas de óleo diesel chegaram a 943,6 mil m³, apresentando um crescimento de 7,2%. Os quase 63 mil m³ de diesel consumidos a mais pelos nordestinos praticamente zeraram as quedas de 52,5 mil m³ no Centro-Oeste e de 16,9 mil m³ no Sudeste.
Com vendas 25,8 mil m³ maiores que no ano passado, a Bahia, que chegou a 324 mil m³ de diesel comercializado, foi o grande fiel da balança do mês.
Dentro da média
O resultado mais fraco em setembro não está fora do comum. Nos últimos cinco anos, o mercado de diesel teve um pico em agosto e outro em outubro, com uma baixa em setembro. Os números deste ano seguem bem de perto o comportamento médio.
Entre agosto e setembro de 2024, as vendas de diesel experimentaram um recuo de 5,4%, enquanto a retração média entre 2019 e 2023 foi de 5%.
Bem encaminhado
Do começo do ano até agora, as vendas de diesel atingiram a marca de 50,4 milhões de m³, abrindo 3,2% sobre os 48,9 milhões de m³ que haviam sido demandados pelo mercado nacional no mesmo período do ano passado.
Se continuar nessa mesma toada, o ano deverá se encerrar com mais de 67,6 milhões de m³ de óleo diesel negociados, superando o recorde de 65,5 milhões de m³ de 2023.
Elo fraco
O diesel não foi exatamente o ponto mais luminoso do mercado nacional de combustíveis em setembro.
Graças a mais um desempenho robusto no etanol hidratado (17%), os combustíveis do Ciclo Otto tiveram um aumento de 3,4% nas vendas. Enquanto isso, o somatório dos demais produtos acompanhados pela ANP teve crescimento de 2,4%, também muito ligado ao bom resultado no querosene de aviação (7,7%).
Superávit confirmado
A divulgação dos números finais do mercado de combustíveis pela ANP confirma as estimativas de BiodieselBR.com, que apontavam para um superávit na produção de biodiesel.
Refeitas as contas, o saldo positivo foi de aproximadamente 16 mil m³ – só um pouco abaixo dos 16,6 mil m³ divulgados ontem.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com