Produção das usinas aumenta em fevereiro, mas balanço continua deficitário
Depois de um janeiro fraco, o setor produtivo voltou a ganhar tração. Em fevereiro, a produção de biodiesel beirou os 781,5 mil m³, um crescimento de 10,4% sobre o resultado que havia sido apurado no primeiro mês do ano.
É mais do que o dobro do que a produção costuma crescer. Na média dos últimos cinco anos, a produção de biodiesel nesse mesmo período avançou menos de 4,8%.
Somados os números do primeiro bimestre, a produção brasileira de biodiesel beirou 1,49 milhão de m³, confirmando um novo recorde para a abertura do ano. O volume foi 143,3 mil m³ maior do que no mesmo período do ano anterior.
Apesar dessa aceleração considerável, o produto das usinas não bastou para cobrir integralmente o consumo. Isso mesmo com o mercado de diesel andando com o freio de mão puxado. Dados preliminares da ANP indicam que as distribuidoras venderam 5,31 milhões de m³ de óleo diesel B no mês passado, o que representou crescimento de parcos 0,6% frente a fevereiro de 2025.
{viewonly=registered,special}Depois de um janeiro fraco, o setor produtivo voltou a ganhar tração. Em fevereiro, a produção de biodiesel beirou os 781,5 mil m³, um crescimento de 10,4% sobre o resultado que havia sido apurado no primeiro mês do ano.
É mais do que o dobro do que a produção costuma crescer. Na média dos últimos cinco anos, a produção de biodiesel nesse mesmo período avançou menos de 4,8%.
Somados os números do primeiro bimestre, a produção brasileira de biodiesel beirou 1,49 milhão de m³, confirmando um novo recorde para a abertura do ano. O volume foi 143,3 mil m³ maior do que no mesmo período do ano anterior.
Apesar dessa aceleração considerável, o produto das usinas não bastou para cobrir integralmente o consumo. Isso mesmo com o mercado de diesel andando com o freio de mão puxado. Dados preliminares da ANP indicam que as distribuidoras venderam 5,31 milhões de m³ de óleo diesel B no mês passado, o que representou crescimento de parcos 0,6% frente a fevereiro de 2025.
Em janeiro, a variação nas vendas de diesel havia ficado no campo negativo em cerca de 3,3%.
O volume de diesel comercializado permite estimar que o mercado doméstico fechou fevereiro praticamente no "zero a zero". Descontando as vendas estimadas de diesel marítimo – que até hoje é isento da mistura obrigatória –, o mercado demandaria um pouquinho menos de 781 mil m³ para fechar suas contas.
Quando as exportações entram na conta, contudo, a situação muda. Em fevereiro, 20,4 mil m³ de biodiesel deixaram o país, o que coloca o saldo final cerca de 19,8 mil m³ no vermelho.
Apesar desse novo resultado negativo, o balanço mensal foi "menos ruim" do que os 63,6 mil m³ de janeiro. Somados os dois, o déficit do setor em 2026 já passa dos 83,4 mil m³.
Regionais
Volumetricamente, o Centro-Oeste foi a região onde a produção das usinas aumentou mais. Os estados da região fabricaram 312,2 mil m³ de biodiesel no último mês, alta de 29,1 mil m³ – 10,3% – sobre fevereiro do ano anterior.
Isso colocou o Centro-Oeste na dianteira do mercado nacional, deslocando a região Sul – que vem se sustentando no topo do mercado pela maior parte do tempo ao longo dos últimos cinco anos – para a vice-liderança. As usinas no Sul fabricaram 301,2 mil m³ de biodiesel, crescimento de módicos 3,5%.
Apesar disso, o Nordeste e o Norte foram as regiões onde as usinas mais pisaram fundo no acelerador. Elas tiveram percentuais de crescimento de, respectivamente, 42,5% e 40%, apesar de partirem de linhas de base bem inferiores às de suas concorrentes.
Entre os estados, Mato Grosso sagrou-se o maior produtor do mês passado, com 195,3 mil m³, ficando com uma fatia de exatamente um quarto da produção nacional.
Já o Rio Grande do Sul, cuja produção foi de 160,6 mil m³ em fevereiro, perdeu um pouco de espaço, indo para 20,5% do total.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com