Os maiores grupos do setor de biodiesel ficaram com praticamente metade do mercado no ano passado. Pequenos produtores viram fatia recuar
O mercado brasileiro de biodiesel está ficando mais apertado. Não foi apenas o volume movimentado pelas usinas que caiu no ano passado, mas a indústria também está se concentrando num número menor de mãos.
A tendência – que já era visível em 2021 – deu um passo adiante no ano passado.
Segundo os dados oficiais da ANP compilados pela plataforma BiodieselDATA, os cinco grupos empresariais mais ativos no setor venderam um pouco mais de 2,92 milhões de m³ de biodiesel isso significa que eles abocanharam um pouco menos de metade – 47,8% – do bolo.
É verdade que essa fatia é só um pouco menor do que em 2021, quando as 5 maiores tiveram 48,2% do mercado. O que não quer dizer, contudo, que tenha sobrado mais bolo para todos.
O motivo é que o grupo intermediário – formado pelos fabricantes entre a 6ª e a 15ª posições no ranking – aumentou seu share para 40,9%. São 2,6 pontos percentuais mais do que um ano antes, que foram retirados não apenas do andar de cima, mas principalmente das usinas de menor expressão.
O mercado brasileiro de biodiesel está ficando mais apertado. Não foi apenas o volume movimentado pelas usinas que caiu no ano passado, mas a indústria também está se concentrando num número menor de mãos.
A tendência – que já era visível em 2021 – deu um passo adiante no ano passado.
Segundo os dados oficiais da ANP compilados pela plataforma BiodieselDATA, os cinco grupos empresariais mais ativos no setor venderam um pouco mais de 2,92 milhões de m³ de biodiesel isso significa que eles abocanharam um pouco menos de metade – 47,8% – do bolo.
É verdade que essa fatia é só um pouco menor do que em 2021, quando as 5 maiores tiveram 48,2% do mercado. O que não quer dizer, contudo, que tenha sobrado mais bolo para todos.
O motivo é que o grupo intermediário – formado pelos fabricantes entre a 6ª e a 15ª posições no ranking – aumentou seu share para 40,9%. São 2,6 pontos percentuais mais do que um ano antes, que foram retirados não apenas do andar de cima, mas principalmente das usinas de menor expressão.
Em queda
Para esse terceiro grupo que reúne 20 fabricantes, o ano passado foi bastante duro.
Além de terem visto suas entregas de biodiesel minguarem quase 22,3% – mais que o dobro das perdas amargadas pelo setor como um todo – sua participação no mercado caiu para menos que 11,4%. Esse é mesmo patamar em que as minoritárias estavam em 2018, antes de um ciclo de dois anos de expansão que elevou sua participação a 15,2%.
O ano passado foi o segundo seguido no qual no volume total de biodiesel comercializado pelas usinas que se encontram na base da pirâmide cai. Em 2020, elas chegaram a entregar 956 mil m³ de biodiesel para as distribuidoras.
No pódio
Em 2022, os maiores vendedores de biodiesel do país foram, nessa ordem: BSBios, Olfar, Oleoplan, JBS e ADM. Este já é o quinto ano seguido com a BSBios ocupando do topo do ranking de fabricantes.
Em 2022, as duas usinas de biodiesel do grupo, Marialva (PR) e Passo Fundo (RS), foram a primeira e a segunda plantas mais ativas do país com 431,8 e 423,9 mil m³. Não quer dizer que a vida da líder de mercado tenha sido um mar de rosas. A produção de biodiesel da BSBios caiu 3,8% em 2022. Ela foi a única empresa no pódio a ver suas vendas de biodiesel caírem.
Todas demais registraram aumento. O destaque do grupo fica por conta da JBS que viu suas vendas saltarem de 249,2 para 465,2 mil m³ de biodiesel em apenas um ano. Vale ressaltar que o salto na performance do grupo se deve a chegada da usina de Mafra (SC) em novembro de 2021.
A unidade catarinense foi responsável por quase 41% das vendas de biodiesel do grupo.
Apesar da constância da BSBios no topo, no restante do pódio não tivemos muita estabilidade. Dois dos atuais ocupantes, a ADM e a JBS, apareciam na 7ª e a 9ª colocações em 2021. Já a vice-líder Potencial e a Granol deixaram a lista este ano.
O caso da Potencial é particularmente interessante. A empresa que estava fora da lista desde 2017, saltou diretamente para o 2º lugar em 2021 graças ao investimento que fez de sua usina de Lapa (PR) a maior do país com 900 mil m³ em capacidade instalada.
A mudança na forma de comercialização e a manutenção do B10 durante o ano todo afetou a estratégia negocial da empresa. As vendas de biodiesel da Potencial caíram pela metade em 2022 indo de 772,8 para 388,2 mil m³ o que a coloca como 7ª maior fornecedora do produto no país.
6 milhões de m³
O ano passado também foi o ano em que a BSBios acumulou mais 6 milhões de m³ vendidos ao longo de sua história. A empresa é a primeira fabricante brasileira a atingir a marca.
Ela é seguida pela Oleoplan com 5,44 milhões de m³ comercializados desde que a empresa entrou no mercado de biodiesel.
A lista era liderada pela Granol até meados de 2021 quando foi ultrapassada pela BSBios. Em dezembro daquele ano, a Oleoplan assumiria a vice-liderança no histórico dos produtores.
Veja abaixo a lista completa dos grupos empresariais e usinas que venderam biodiesel ao longo de 2022:
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com