Usinas entregaram apenas 92,5% do biodiesel com o qual se comprometeram no primeiro bimestre do ano
Depois de dois bimestres entregando mais de 1 bilhão de litros de biodiesel, o setor deu uma puxada no freio. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas colocaram 961,8 milhões de litros de biodiesel no mercado.
O volume absoluto entregue foi o quarto maior do histórico. Além de perder os leilões dois leilões anteriores – L68 e L69 –, o resultado atual também foi inferior ao do L61 cujas entregas aconteceram entre julho e agosto de 2018 quando a mistura obrigatória usada pelo país ainda estava em 10%.
Depois de dois bimestres entregando mais de 1 bilhão de litros de biodiesel, o setor deu uma puxada no freio. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas colocaram 961,8 milhões de litros de biodiesel no mercado.
O volume absoluto entregue foi o quarto maior do histórico. Além de perder os leilões dois leilões anteriores – L68 e L69 –, o resultado atual também foi inferior ao do L61 cujas entregas aconteceram entre julho e agosto de 2018 quando a mistura obrigatória usada pelo país ainda estava em 10%.
Levando em conta exclusivamente o volume entregue e o preço médio de venda do biodiesel no L70, as usinas faturaram R$ 2,89 bilhões no bimestre passado contra um teto de R$ 3,13 bilhões.
Baixa performance
Finalizado em 10 de dezembro passado, o Leilão 70 arrematou 1,04 bilhão de litros de biodiesel. Desse montante, deixaram de ser entregues – por falha dos fabricantes ou falta de interesse das distribuidoras – 78,1 milhões de litros de biodiesel.
No fim das contas, a performance geral do setor encerrou em fracos 92,5%. Isso faz com do L70 o pior em entregas desde o L60 quando uma greve de caminhoneiros virtualmente paralisou o país. Naquela bimestre, as usinas entregaram apenas 89,3% do biodiesel que havia sido contratado em leilão.
Janeiro ruim
O resultado do bimestre foi puxado para baixo em função de um mês de janeiro particularmente ruim. As entregas no primeiro mês do ano foram de 479,6 milhões de litros o que dá menos de 89,4% dos 536,6 milhões de litros que o edital da ANP estabelecia como meta para o mês. Em fevereiro, o setor tirou boa parte do atraso. A despeito do carnaval e do mês um pouco mais curto, as entras subiram para 482,1 milhões de litros ou 95,8% do esperado.
No cômputo geral, embora o setor tenha conseguido se manter acima do piso de 90% exigido pela ANP, o resultado atual aprofunda um movimento de queda na performance de entregas que já havia surgido no bimestre anterior. O L69 terminou com 95,8% do biodiesel entregue, 2,7 pontos percentuais abaixo do realizado no quinto bimestre de 2019.
Na média histórica, o setor consegue entregar 94,8% do biodiesel com o qual se compromete.
Encrencadas
Das 40 usinas que fizeram entregas no bimestre, 34 fecharam as contas acimas do piso de 90% e, se assim quiserem, estão garantidas na disputa do
L73. Outras seis usinas não atingiram a cota e devem explicações à ANP.
A que está em situação mais complicada é a estreante Unibras que entregou apenas 38,8% dos 7,24 milhões de litros de biodiesel que deveria.
Veja abaixo a lista completa com as entregas por usina:
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com