Volume de óleo diesel importado no último mês ficou cerca de 20% abaixo da média dos últimos cinco anos
As importações nacionais de óleo diesel se aceleraram no mês de outubro. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) chegaram aos portos do país um pouco menos que 1,2 milhão de m³, o que representa um aumento de cerca de 7,1% sobre o volume do mês anterior. Com isso, a parcial do ano foi para 11,4 milhões de m³, apontando para uma queda em relação aos dois anos anteriores.
Nos últimos dois anos as importações brasileiras deram um salto e tanto. Em 2021 foram 14,2 milhões de m³ e 15,7 milhões de m³ no ano passado.
Caso as importações se mantenham dentro da média mensal, o ano deverá fechar com 13,7 milhões de m³, confirmando este como o terceiro maior no histórico.
Segundo a consultoria StoneX a queda nas importações tem sido provocada por dois movimentos distintos. Por um lado, a Petrobras tem buscado aumentar a produção do derivado em suas refinarias. O aumento da mistura de biodiesel de 10% para 12% ocorrida em abril também desloca parte dos volumes que teriam que ser importados.
Custo em alta
O custo para manter o mercado nacional abastecido foi de US$ 948 milhões – em reais, esse valor fica em R$ 4,8 bilhões – o que faz deste o mês mais caro para as aquisições externas desde março quando o país havia importado aproximadamente 1,7 milhões de m³ de óleo diesel.
As importações nacionais de óleo diesel se aceleraram no mês de outubro. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) chegaram aos portos do país um pouco menos que 1,2 milhão de m³, o que representa um aumento de cerca de 7,1% sobre o volume do mês anterior. Com isso, a parcial do ano foi para 11,4 milhões de m³, apontando para uma queda em relação aos dois anos anteriores.
Nos últimos dois anos as importações brasileiras deram um salto e tanto. Em 2021 foram 14,2 milhões de m³ e 15,7 milhões de m³ no ano passado.
Caso as importações se mantenham dentro da média mensal, o ano deverá fechar com 13,7 milhões de m³, confirmando este como o terceiro maior no histórico.
Segundo a consultoria StoneX a queda nas importações tem sido provocada por dois movimentos distintos. Por um lado, a Petrobras tem buscado aumentar a produção do derivado em suas refinarias. O aumento da mistura de biodiesel de 10% para 12% ocorrida em abril também desloca parte dos volumes que teriam que ser importados.
Custo em alta
O custo para manter o mercado nacional abastecido foi de US$ 948 milhões – em reais, esse valor fica em R$ 4,8 bilhões – o que faz deste o mês mais caro para as aquisições externas desde março quando o país havia importado aproximadamente 1,7 milhões de m³ de óleo diesel.
O gasto maior foi puxado pelo aumento no custo médio do diesel importado que chegou a US$ 791,61 por m³.
Desde junho trazer diesel de fora vem ficando progressivamente mais caro. Nos últimos quatro meses, os preços médios em dólares pagos pelo produto já se valorizaram 45% voltando para os patamares em que estavam na virada de 2022 para 2023.
Outubro abaixo da média
Apesar das importações terem se acelerado entre setembro e outubro, a demanda ficou bem abaixo da média. Nos últimos cinco anos – de 2018 até 2022 – o Brasil teve que trazer 1,42 milhão de m³ de diesel de fora do país nos meses de outubro, variando de 1,82 milhão de m³ em 2021 até 1,11 milhão de m³ em 2018.
Outubro foi o terceiro mês do ano – junto com janeiro e abril – a se desviar para baixo da linha média de uma forma mais substancial.
Essa queda chega num mês em que os preços do mercado internos e os do mercado externo ficaram mais próximos. Desde meados de maio quando a Petrobras mudou sua política de preços e se desobrigou se balizar pelas cotações internacionais dos derivados, custo do diesel de fabricação nacional têm se mantido sempre abaixo do preço de paridade de importação (PPI).
Os preços internos só foram se descolar do PPI de uma forma mais sensível a partir de julho. Com base em dados divulgados ela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) e compilados por BiodieselBR.com; entre julho e setembro os preços do combustível fabricado pela Petrobras foram, em média, 13,9% menores do que os praticados pelo produto importado. Em outubro, essa distância se encurtou para 9,5%.
Essa aproximação, que já vinha acontecendo naturalmente, se acelerou depois que a Petrobras aumentou em 25 centavos o preço cobrado pelo diesel em suas refinarias que passou a ser de R$ 4,05 por litro. Isso fez com que o deságio do produto nacional frente ao importado, que abriu o mês em 16,7%, caiu para menos de 2,1% no último dia de outubro.
Montanha russa
Outra mudança relevante para o mercado importador foi uma redução substancial na liderança da Rússia entre os fornecedores de diesel para o mercado brasileiro. O país europeu vem ocupando o topo do pódio desde abril e, em agosto e setembro, dominou o mercado quase sozinho.
Em outubro, contudo, a Rússia aparece praticamente empatada com os Estados Unidos. Ambos têm fatias de aproximadamente 42% da demanda mensal com a diferença sendo resolvida depois da vírgula.
A explicação mais provável para essa mudança é a suspensão temporária das exportações de diesel determinada pelo governo russo no final de setembro para garantir o abastecimento de seu mercado interno.
Em termos de preços, o produto de origem russa continua sendo bem mais atraente para os importadores. Na média de outubro cada m³ de diesel russo saiu por US$ 737,43, o que representa um desconto de mais de 11,2% frente ao valor médio cobrado pelos demais fornecedores para o mercado brasileiro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com