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Distribuidoras venderam 2,5% menos diesel em fevereiro

Apesar da queda na demanda de óleo diesel, o mercado nacional de combustíveis movimentou um volume quase 3% maior do que no ano passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O mercado nacional de óleo diesel não está em seu melhor momento. De acordo com a contabilidade da ANP, as distribuidoras venderam 4,80 milhões de m³ do derivado – cerca de 2,5% menos do que no mesmo período de 2022. Foi o segundo mês seguido de contração na demanda brasileira.

Em termos absolutos, as distribuidoras movimentaram 125 mil m³ menos diesel em fevereiro de 2023 do que haviam feito no mesmo mês do ano passado.

Embora este não seja um número nada bom, ele chega a ser tranquilizador perto do tombo de mais de 20% na demanda de diesel que o painel dinâmico de combustíveis líquidos da ANP apontava para fevereiro na semana passada.

O mercado nacional de óleo diesel não está em seu melhor momento. De acordo com a contabilidade da ANP, as distribuidoras venderam 4,80 milhões de m³ do derivado – cerca de 2,5% menos do que no mesmo período de 2022. Foi o segundo mês seguido de contração na demanda brasileira.

Em termos absolutos, as distribuidoras movimentaram 125 mil m³ menos diesel em fevereiro de 2023 do que haviam feito no mesmo mês do ano passado.

Embora este não seja um número nada bom, ele chega a ser tranquilizador perto do tombo de mais de 20% na demanda de diesel que o painel dinâmico de combustíveis líquidos da ANP apontava para fevereiro na semana passada.

De acordo com a ferramenta da ANP, as vendas de diesel do segundo mês do ano ficaram abaixo dos 3,93 milhões de m³. Até o fechamento deste texto, a informação ainda não havia sido corrigida.

Descolamento

O resultado ruim no segmento diesel aconteceu na contramão do resto do mercado de combustíveis. No somatório geral, os 8 produtos acompanhados pela ANP tiveram vendas de 11,3 milhões de m³ em fevereiro – alta de 2,9%.

O mercado foi puxado pelo bom desempenho da gasolina cujas vendas aumentaram quase 468 mil m³ sobre o ano passado. Isso mais do que compensou as retrações vistas no diesel, no etanol (-66,9 mil m³) e no GLP (-24,8 mil m³).

O querosene de aviação foi outro segmento do mercado que ajudou a puxar os números para o azul. As distribuidoras reportaram um crescimento de mais de 15% nas vendas, com 63,7 mil m³ a mais.

Dentro do mix do mercado, o diesel representou 42,4% do total. Ligeiramente abaixo da média dos 12 meses anteriores quando a fatia o diesel ficou em 43,9%.

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Apesar da óbvia perda de vigor, a queda no consumo de óleo diesel não explica sozinha a diminuição na produção de biodiesel pelas usinas brasileiras.
Dados da ANP mostram que, em fevereiro, o setor colocou 443,9 mil m³ de biodiesel à disposição das distribuidoras, o que representa uma contração de 9,3% na comparação anual.

Tudo computado, o mercado brasileiro precisaria de 470,5 mil m³ de B100 para cobrir plenamente a demanda. A produção reportada, portanto, deixa uma lacuna de aproximadamente 26,6 mil m³.

Sul ‘lidera’ queda

A contração na demanda de diesel se deve sobretudo ao mau resultado da Região Sul. Nos três estados da região, foram vendidos 72,9 mil m³ de diesel a menos o que corresponde a uma retração de 7% na demanda.

Com 11,1% de queda no consumo, proporcionalmente a Região Norte levou um tombo maior embora a redução lá tenha sido de 63,7 mil m³.

Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste tiveram variações – para cima ou para baixo – menos relevantes.

No bimestre

Somados aos números de janeiro, o 1º bimestre (1B) de 2023 movimentou 9,34 milhões de m³ de óleo diesel.

Apesar de representar uma queda de 2,3% em relação aos 9,56 milhões de m³ do ano passado, o começo de 2023 não parece tão mal se for colocado em contexto. Posto no histórico, os primeiros dois meses deste ano ficam num respeitável segundo lugar.

Vale lembrar que 2022 foi o melhor ano de toda história do mercado nacional de óleo diesel com mais de 63,2 milhões de m³ movimentados.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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