O volume do combustível importado que entrou no mercado brasileiro no ano passado bateu o recorde anterior por 9,4%
O recorde de importação de diesel estava contratado desde novembro, faltava só descobrir qual seria a conta final. Com a divulgação dos dados de dezembro pelo Ministério da Economia sabemos que, em 2021, o Brasil precisou trazer inéditos 14,2 milhões de m³ do derivado para garantir o abastecimento de sua economia.
Além de uma recuperação forte na demanda por óleo diesel no mercado interno – com mais de 57,2 milhões de m³ vendidos até novembro. Os importadores tiveram a favor de si os múltiplos cortes na mistura de biodiesel determinados pelo governo federal a partir do terceiro bimestre. Pelas contas das usinas, os oito meses de mistura abaixo de B13 reduziram a demanda pelo biocombustível nacional em cerca de 1,1 milhão de m³.
Mas esse é só o capítulo mais recente de uma história que vem de longe. Apesar de algumas idas e vindas, as importações brasileiras de diesel vêm apontando para cima desde 2005. Nesses 16 anos, a quantidade de produto importado desembarcado nos portos brasileiros se multiplicou por seis.
O recorde de importação de diesel estava contratado desde novembro, faltava só descobrir qual seria a conta final. Com a divulgação dos dados de dezembro pelo Ministério da Economia sabemos que, em 2021, o Brasil precisou trazer inéditos 14,2 milhões de m³ do derivado para garantir o abastecimento de sua economia.
Com isso o ano passado abre uma vantagem de 9,2% sobres o recorde de 2019 – ano em que importações de diesel beiraram bateram – pela primeira vez – na marca dos 13 milhões de m³.
Além de uma recuperação forte na demanda por óleo diesel no mercado interno – com mais de 57,2 milhões de m³ vendidos até novembro. Os importadores tiveram a favor de si os múltiplos cortes na mistura de biodiesel determinados pelo governo federal a partir do terceiro bimestre. Pelas contas das usinas, os oito meses de mistura abaixo de B13 reduziram a demanda pelo biocombustível nacional em cerca de 1,1 milhão de m³.
Mas esse é só o capítulo mais recente de uma história que vem de longe. Apesar de algumas idas e vindas, as importações brasileiras de diesel vêm apontando para cima desde 2005. Nesses 16 anos, a quantidade de produto importado desembarcado nos portos brasileiros se multiplicou por seis.
Sem recorde
No fim das contas, para manter o mercado interno rodando foi preciso desembolsar um pouco menos de US$ 7,07 bilhões – R$ 38,6 bilhões pelo cambio atual. Nesse caso, contudo, não houve recorde.
Em 2024, o país chegou a gastar US$ 8,72 bilhões com importações de diesel ano em que as importações ficaram em 11,2 milhões de m³.
A explicação está nos preços do produto importado que – apesar das altas recentes – ainda está mais barato em dólar do que estava até o final de 2014.
Mas isso tem mudado desde meados de 2020 quando o mercado passou a ser recuperar o golpe sofrido pela pandemia do novo coronavírus. Em dezembro, o cada m³ de diesel que entrou no mercado nacional custou, em média, US$ 590,34. A última vez em que os preços atingiram essa marca havia sido no final de 2018.
Menos Estados Unidos
Os Estados Unidos mantiveram a posição de destaque como maior fornecedor de diesel para o mercado nacional. As refinarias norte-americanas embarcaram 7,07 milhões de m³ para o Brasil.
Sozinhas, elas responderam por praticamente metade das importações do período e faturaram US$ 3,48 bilhões com esse negócio.
Apesar de impressionante, as vendas caíram. Em 2020, os EUA forneceram 9,62 milhões de m³ de diesel para o Brasil faturando US$ 3,30 bilhões.
O espaço perdido pelos norte-americano foi ocupado principalmente pela Índia que elevou suas exportações de combustível para o país em 366% chegando a 2,69 milhões de m³ e pelos Emirados Árabes que avançou 198% chegando a 1,40 milhões de m³.
O porto de São Luís, no Maranhão, foi a principal porta de entrada de diesel no país. Por lá, foram desembarcados quase 5,02 milhões de m³ do combustível importado ao longo do ano passado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com