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Brasil importou 1,31 milhão de m³ de diesel em julho

Volume de combustível importado que entrou no país foi 8% maior do que no mesmo período de 2021

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A despeito dos temores em torno da oferta de diesel, até o momento não há sinal de que o Brasil esteja tendo dificuldades para importar os volumes de combustível que precisa para manter seu mercado suficientemente abastecido. Só no mês passado, chegaram aos portos brasileiros um pouco mais de 1,31 milhão de metros cúbicos do derivado. Essa quantidade é cerca de 8% maior do que no mesmo período de 2021.

De janeiro a julho, já entraram no país mais de 8,23 milhões de m³ de diesel. São cerca de 10,5% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Temor

O risco de uma crise de desabastecimento está no radar do mercado desde maio, quando a Petrobras passou a emitir alertas nesse sentido. De acordo com a petroleira, as sanções adotadas contra a Rússia após a invasão da Ucrânia poderiam provocar um aperto no mercado internacional de diesel caso a Europa tivesse que compensar a redução de oferta de combustíveis russos em outros países.

Esse temor ganhou musculatura quando a Argentina começou ter problemas com o abastecimento de diesel no começo de junho.

A despeito dos temores em torno da oferta de diesel, até o momento não há sinal de que o Brasil esteja tendo dificuldades para importar os volumes de combustível que precisa para manter seu mercado suficientemente abastecido. Só no mês passado, chegaram aos portos brasileiros um pouco mais de 1,31 milhão de metros cúbicos do derivado. Essa quantidade é cerca de 8% maior do que no mesmo período de 2021.

De janeiro a julho, já entraram no país mais de 8,23 milhões de m³ de diesel. São cerca de 10,5% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Temor

O risco de uma crise de desabastecimento está no radar do mercado desde maio, quando a Petrobras passou a emitir alertas nesse sentido. De acordo com a petroleira, as sanções adotadas contra a Rússia após a invasão da Ucrânia poderiam provocar um aperto no mercado internacional de diesel caso a Europa tivesse que compensar a redução de oferta de combustíveis russos em outros países.

Esse temor ganhou musculatura quando a Argentina começou ter problemas com o abastecimento de diesel no começo de junho.

O período mais sensível seria entre os meses de setembro e novembro quando a chegada no inverno do hemisfério norte coincidiria com o pico da demanda do agronegócio no Brasil. Embora o governo federal venha minimizando os riscos de um apagão, nas últimas semanas a ANP vinha estudando possibilidade de obrigar as distribuidoras a ampliarem seus estoques operacionais de diesel.

A medida, no entanto, acabou descartada na reunião da diretoria colegiada do órgão desta sexta-feira (05).

Mais caro

Embora não haja sinais de que o Brasil esteja tendo dificuldades para importar diesel. Os preços pagos pelo combustível têm sido bastante salgados. Nos últimos dois meses, a cotação do diesel importado esteve acima dos mil dólares – patamar de preços não era visto desde 2008.

Embora, os preços tenham perdido um pouco de sustentação em julho e recuado 2,7% em relação ao mês anterior; de janeiro do ano até agora, a alta acumulada foi de robustos 78,7%.

Apesar do preço elevado em dólares, durante boa parte do mês de julho, a comparação entre os preços do produto importado e os da Petrobras foram favoráveis aos importadores. Desde o dia 19 de julho, os valores cobrados pela estatal têm se mantido consistentemente acima dos preços que, nas contas da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), seriam necessários para garantir paridade em relação ao diesel importado.

Em julho, o maior fornecedor de diesel para o Brasil foram os Estados Unidos. As petroleiras norte-americanas foram responsáveis por fornecer 900,5 mil m³ – 68,4% do total – ao mercado brasileiro.

Essas vendas movimentaram US$ 956,5 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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