Apesar do recorde na produção das usinas a demanda mais limitada de diesel pesou contra os resultados do último mês
Arrancamos. Mas com o freio de mão puxado. É essa a impressão que fica quando se olha os resultados do setor de biodiesel no mês de março. Claro que tivemos um novo recorde na produção das usinas que somaram 743,1 mil m³ fabricados – com a estreia do B14 seria mesmo difícil não atingir um novo pico de produção. O recorde, contudo, foi um tanto magro; crescimento de meros 3,6% sobre os 717,4 mil m³ fabricados em julho do ano passado.
Mas frustração fica mais evidente quando se compara a produção do último mês com a de um ano antes. Em março de 2023 – último mês do B10 –, as usinas colocaram no mercado 552,7 mil m³ de biodiesel. Ou seja, tivemos um crescimento menor que 34,5% na produção mesmo com a mistura avançando 40% nesse meio tempo.
O motivo desse crescimento menos robusto do que poderia ser vem do mercado de diesel. Embora os números ainda não sejam definitivos, o consumo do derivado em março teve queda de 7,7% na comparação anual, indo de quase 5,72 milhões de m³ para menos de 5,40 milhões de m³.
Arrancamos. Mas com o freio de mão puxado. É essa a impressão que fica quando se olha os resultados do setor de biodiesel no mês de março. Claro que tivemos um novo recorde na produção das usinas que somaram 743,1 mil m³ fabricados – com a estreia do B14 seria mesmo difícil não atingir um novo pico de produção. O recorde, contudo, foi um tanto magro; crescimento de meros 3,6% sobre os 717,4 mil m³ fabricados em julho do ano passado.
Mas frustração fica mais evidente quando se compara a produção do último mês com a de um ano antes. Em março de 2023 – último mês do B10 –, as usinas colocaram no mercado 552,7 mil m³ de biodiesel. Ou seja, tivemos um crescimento menor que 34,5% na produção mesmo com a mistura avançando 40% nesse meio tempo.
O motivo desse crescimento menos robusto do que poderia ser vem do mercado de diesel. Embora os números ainda não sejam definitivos, o consumo do derivado em março teve queda de 7,7% na comparação anual, indo de quase 5,72 milhões de m³ para menos de 5,40 milhões de m³.
Balanço positivo
Assumindo que as vendas de diesel marítimo não se desviem muito da média dos últimos 12 meses – 113,7 mil m³ –, a demanda interna de biodiesel ficaria por volta dos 740 mil m³. Ou seja, a produção das usinas dá e sobra – por bem pouco – para atender ao mercado nacional.
Os números viram para o vermelho, contudo, quando se coloca na conta os quase 12,5 mil m³ que o Brasil exportou no último mês.
Somando tudo a demanda vai a 752,1 mil m³, o que deixa o mercado com um déficit de 9 mil m³ no mês. Resultado que pode ser amplamente compensado com as sobras apurados nos meses anteriores. O primeiro trimestre de 2024 se encerra com cerca de 51 mil m³ de biodiesel fabricados além da demanda.
Correção
Deveria ser mais, mas a ANP aproveitou a atualização dos números para fazer uma correção significativa nos números da produção em fevereiro. Ao invés dos 699,9 mil m³ informados anteriormente, a produção foi de 637,2 mil m³.
BiodieselBR.com apurou que a alteração aconteceu por erro na prestação de contas de um fabricante de grande porte de Goiás. De um mês para o outro, o volume reportado nesse estado caiu de 158,5 para 96,9 mil m³. Isso corresponde à praticamente toda a mudança entre os valores reportados para o mês de fevereiro.
Goiás conta com 9 usinas de biodiesel em atividade com um total de 185,5 mil m³ em capacidade de produção mensal instalada.
Liderança sulista
A produção de biodiesel continua sendo liderada pelos estados da Região Sul. Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina fabricaram 307 mil m³ de biodiesel; avanço de 34,7% sobre o mesmo período de 2023.
A Região Centro-Oeste ficou em segundo lugar com 291,5 mil m³ de biodiesel fabricados.
Embora venha muito atrás, a Região Norte foi a única das cinco regiões brasileiras onde o aumento da produção de biodiesel superou – e bastante – o crescimento que seria esperado com base no aumento da mistura obrigatória. Entre março de 2023 e março de 2024, a produção das usinas da região avançou perto de 49% atingindo 35,1 mil m³.
Mato Grosso lidera
Apesar da vantagem do Sul, o estado que mais fabricou biodiesel no mês passado foi o Mato Grosso, com 153,5 mil m³. É um crescimento de mais de 50% sobre o volume que havia sido reportado um ano antes.
Esse é o segundo mês em que o MT se mantém como maior produtor de biodiesel do Brasil. Tradicionalmente esse posto é ocupado pelo Rio Grande do Sul, no entanto, em fevereiro as usinas mato-grossenses superaram as concorrentes e, agora, repetiram a dose.
O Mato Grosso conta com 18 usinas em atividade e capacidade para fabricar até 3,33 milhões de m³ de biodiesel por ano. São mais de 9,3% acima do parque instalada no Rio Grande do Sul.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com