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Argus: Demanda por biobunker deve acelerar

Novas limites de emissões para navios que transportem produtos dentro da União Europeia passam a valer na virada do

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Regras mais rígidas sobre os níveis de emissões de navios – tanto da Organização Marítima Internacional quanto da União Europeia – estão forçando os operadores de transportes marítimos a buscarem alternativas mais verdes do que o bunker naval de origem fóssil. Isso, segundo a agência de notícias Argus, vem abrindo mais espaço para o uso de biodiesel como uma alternativa de baixo carbono nesse segmento.

O principal atrativo do biodiesel frente a outras está na facilidade de adoção. Enquanto o biocombustível pode ser usado para abastecer os motores atuais, outras alternativas – como o gás natural liquefeito – exigem retrofits que podem custar vários milhões de dólares.

Regras mais rígidas sobre os níveis de emissões de navios – tanto da Organização Marítima Internacional quanto da União Europeia – estão forçando os operadores de transportes marítimos a buscarem alternativas mais verdes do que o bunker naval de origem fóssil. Isso, segundo a agência de notícias Argus, vem abrindo mais espaço para o uso de biodiesel como uma alternativa de baixo carbono nesse segmento.

O principal atrativo do biodiesel frente a outras está na facilidade de adoção. Enquanto o biocombustível pode ser usado para abastecer os motores atuais, outras alternativas – como o gás natural liquefeito – exigem retrofits que podem custar vários milhões de dólares.

Limites mais rígidos

Desde o ano passado, os donos navios precisam reportar o nível de emissões de embarcações com mais de 5 mil toneladas brutas para a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) que atribui notas de A até E aos navios. Essas notas são penalizadas em 2% a cada ano, o que leva a uma degradação progressi

Caso uma embarcação receba nota D por três anos seguidos ou E em um ano, os proprietários precisam apresentar planos de melhoria da nota sob risco de receber penalidades que podem chegar a proibição de entrar em portos.

Além disso, no ano que vem passa a valer a FuelUE Transportes Marítimos que vai impor multas aos proprietários de navios que não respeitem limites de emissões gradualmente mais rigorosos ao navegarem pelas águas territoriais dos países do bloco. Já em 2025, as embarcações terão que emitir 2% menos gases do efeito estufa (GEEs) quando comparadas aos níveis de 2020. Esse percentual sobe de cinco em cinco anos até chegar à 80% de redução em 2050.

No Brasil, a Petrobras vem movimentando para oferecer biodiesel aos operadores navais. Em julho, a petroleira obteve autorização para colocar no mercado bunker com até 25% de conteúdo renovável.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações das Argus

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