“Estamos acertando o licenciamento da tecnologia e ajustando o processo de produção para alcançar escala comercial de produção”, entusiasma-se o pesquisador e professor da Faculdade de Engenharia da Universidade de Itaúna, Alex Nogueira Brasil. Sua companhia, a BChem Solutions, está negociando com uma “mineradora” – cuja identidade ele não quis revelar – um acordo que “dentro de um ano e pouco” deverá lançar no mercado brasileiro um novo catalisador voltado à produção de biodiesel.
“Estamos acertando o licenciamento da tecnologia e ajustando o processo de produção para alcançar escala comercial de produção”, entusiasma-se o pesquisador e professor da Faculdade de Engenharia da Universidade de Itaúna, Alex Nogueira Brasil. Sua companhia, a BChem Solutions, está negociando com uma “mineradora” – cuja identidade ele não quis revelar – um acordo que “dentro de um ano e pouco” deverá lançar no mercado brasileiro um novo catalisador voltado à produção de biodiesel.
Fundada há pouco mais de dois anos em parceria com o professor do curso de química da Universidade Federal de Minas Gerais, Rochel Montero Lago, a BChem é uma startup – uma empresa novata de base tecnológica – brasileira que pretende alterar um pouco o cenário das tecnologias voltadas à produção de biodiesel. A ideia desenvolver tecnologias que permitam que as usinas do Brasil consigam fabricar biodiesel a partir de matérias-primas de pior qualidade e, portanto, mais baratas. “Queremos tirar as tecnologias que estão nas universidades e leva-las para o mercado que permitam às usinas trabalharem com óleos de alta acidez e menor valor agregado”, explica Alex acrescentando que isso permitiria abrir o leque das matérias-primas do biodiesel para incluir mais óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) e óleo de macaúba.
Catalizador heterogêneo
Um novo catalizador heterogêneo deve ser a primeira dessas tecnologias a chegar a um mercado mais amplo.
O produto é fabricado a partir do serpentinito, um dos minerais que está na base da produção do amianto. Com a proibição do amianto em diversas partes do mundo, as empresas estão em busca de alternativas de mercado e foi dessa forma que a BChem acabou encontrando sua atual parceira. “Como o preço do serpentinito ficou muito baixo por causa da proibição do amianto, nosso catalisador está competitivo”, afirma Alex.
O preço não é o único atrativo. Por ser um material em estado sólido – diferente dos atuais que são produtos em estado líquido –, o catalisador da BChem não se dissolve no biodiesel podendo ser mais facilmente separado do produto final. “Isso facilita a reutilização [do catalisador] e não contamina o biodiesel”, completa o entrevistado.
Não significa que basta colocar o produto no mercado e esperar que as usinas venham correndo. Alex admite que será necessário algum trabalho de convencimento para que as empresas façam a transição uma vez que ela exige mudanças no processo de produção. “As grandes usinas são muito resguardadas quanto às tecnologias de produção que utilizam, eles pensam ‘se está funcionando porque eu vou mexer’. Tanto aqui no Brasil quanto lá fora”, reconhece desconsiderando que todo empresário adoraria pagar menos por um produto de pelo menos idêntica qualidade.
Reator
Além desse novo catalisador, o pacote tecnológico desenvolvido pela BChem também inclui um reator ultrassônico.
Somando às duas tecnologias, Alex garante que os preços do produto final seriam não só competitivos ao processo de produção convencional como haveria ganhos operacionais porque as usinas poderiam trabalhar com pressão ambiente e a temperaturas relativamente brandas de 60ºC. “Temos tido resultados muito bons em termos de economia da energia consumida no processo e aumento no rendimento e velocidade das reações químicas para a produção de ésteres”, finaliza.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
“Estamos acertando o licenciamento da tecnologia e ajustando o processo de produção para alcançar escala comercial de produção”, entusiasma-se o pesquisador e professor da Faculdade de Engenharia da Universidade de Itaúna, Alex Nogueira Brasil. Sua companhia, a BChem Solutions, está negociando com uma “mineradora” – cuja identidade ele não quis revelar – um acordo que “dentro de um ano e pouco” deverá lançar no mercado brasileiro um novo catalisador voltado à produção de biodiesel.
Fundada há pouco mais de dois anos em parceria com o professor do curso de química da Universidade Federal de Minas Gerais, Rochel Montero Lago, a BChem é uma startup – uma empresa novata de base tecnológica – brasileira que pretende alterar um pouco o cenário das tecnologias voltadas à produção de biodiesel. A ideia desenvolver tecnologias que permitam que as usinas do Brasil consigam fabricar biodiesel a partir de matérias-primas de pior qualidade e, portanto, mais baratas. “Queremos tirar as tecnologias que estão nas universidades e leva-las para o mercado que permitam às usinas trabalharem com óleos de alta acidez e menor valor agregado”, explica Alex acrescentando que isso permitiria abrir o leque das matérias-primas do biodiesel para incluir mais óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) e óleo de macaúba.
Catalizador heterogêneo
Um novo catalizador heterogêneo deve ser a primeira dessas tecnologias a chegar a um mercado mais amplo.
O produto é fabricado a partir do serpentinito, um dos minerais que está na base da produção do amianto. Com a proibição do amianto em diversas partes do mundo, as empresas estão em busca de alternativas de mercado e foi dessa forma que a BChem acabou encontrando sua atual parceira. “Como o preço do serpentinito ficou muito baixo por causa da proibição do amianto, nosso catalisador está competitivo”, afirma Alex.
O preço não é o único atrativo. Por ser um material em estado sólido – diferente dos atuais que são produtos em estado líquido –, o catalisador da BChem não se dissolve no biodiesel podendo ser mais facilmente separado do produto final. “Isso facilita a reutilização [do catalisador] e não contamina o biodiesel”, completa o entrevistado.
Não significa que basta colocar o produto no mercado e esperar que as usinas venham correndo. Alex admite que será necessário algum trabalho de convencimento para que as empresas façam a transição uma vez que ela exige mudanças no processo de produção. “As grandes usinas são muito resguardadas quanto às tecnologias de produção que utilizam, eles pensam ‘se está funcionando porque eu vou mexer’. Tanto aqui no Brasil quanto lá fora”, reconhece desconsiderando que todo empresário adoraria pagar menos por um produto de pelo menos idêntica qualidade.
Reator
Além desse novo catalisador, o pacote tecnológico desenvolvido pela BChem também inclui um reator ultrassônico.
Somando às duas tecnologias, Alex garante que os preços do produto final seriam não só competitivos ao processo de produção convencional como haveria ganhos operacionais porque as usinas poderiam trabalhar com pressão ambiente e a temperaturas relativamente brandas de 60ºC. “Temos tido resultados muito bons em termos de economia da energia consumida no processo e aumento no rendimento e velocidade das reações químicas para a produção de ésteres”, finaliza.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com