BiodieselBR
Publicidade

Evonik: Foco no crescimento sustentável na América do Sul e Central

Novo presidente da Evonik Argentina e Chile tem como foco promover o crescimento sustentável da empresa nos mercados da América do Sul e Central

BiodieselBR.com 9 min de leitura

Cauê de Arruda é uma prata da casa. O executivo chegou à Evonik em 2009 quando ainda cursava o bacharelado em Química na USP e foi encontrando seu caminho pelas diversas divisões da gigante alemã de especialidades químicas que, no ano passado, faturou € 18,5 bilhões. Na virada desde ano, ela recebeu uma nova incumbência: presidir as filiais da empresa na Argentina e no Chile tendo sob sua gestão toda a linha de negócios de Functional Solutions da companhia para as Américas Central e do Sul – regiões estratégicas para os planos da empresa.

Nesse cargo ele será um dos principais responsáveis por manter as usinas brasileiras devidamente abastecidas com os catalisadores que precisam para continuarem fabricando biodiesel. Na última semana ele conversou com BiodieselBR.com sobre os planos da empresa para esse mercado.

BiodieselBR.com – Segundo o release que informa sobre sua nomeação como presidente da Evonik Argentina e Chile seu objetivo é ‘promover o crescimento sustentável’. O que isso quer dizer na prática?

Cauê de Arruda – Argentina e Chile, assim como Brasil e outros países da região América Central e do Sul, possuem muitas oportunidades de crescimento em diversas áreas estratégicas para a Evonik. Por exemplo, agronegócio e energias renováveis. Por este motivo, temos expandido nossa atuação na região. Meu desafio, portanto, é contribuir para manter um crescimento seguro dos negócios, atraindo investimentos e apoiando nossos clientes como um parceiro confiável e comprometido com os mercados nos quais atuamos. O objetivo é contribuir para um crescimento regional com prosperidade para clientes, colaboradores, sociedade e acionistas.

Cauê de Arruda é uma prata da casa. O executivo chegou à Evonik em 2009 quando ainda cursava o bacharelado em Química na USP e foi encontrando seu caminho pelas diversas divisões da gigante alemã de especialidades químicas que, no ano passado, faturou € 18,5 bilhões. Na virada desde ano, ela recebeu uma nova incumbência: presidir as filiais da empresa na Argentina e no Chile tendo sob sua gestão toda a linha de negócios de Functional Solutions da companhia para as Américas Central e do Sul – regiões estratégicas para os planos da empresa.

Nesse cargo ele será um dos principais responsáveis por manter as usinas brasileiras devidamente abastecidas com os catalisadores que precisam para continuarem fabricando biodiesel. Na última semana ele conversou com BiodieselBR.com sobre os planos da empresa para esse mercado.

BiodieselBR.com – Segundo o release que informa sobre sua nomeação como presidente da Evonik Argentina e Chile seu objetivo é ‘promover o crescimento sustentável’. O que isso quer dizer na prática?

Cauê de Arruda – Argentina e Chile, assim como Brasil e outros países da região América Central e do Sul, possuem muitas oportunidades de crescimento em diversas áreas estratégicas para a Evonik. Por exemplo, agronegócio e energias renováveis. Por este motivo, temos expandido nossa atuação na região. Meu desafio, portanto, é contribuir para manter um crescimento seguro dos negócios, atraindo investimentos e apoiando nossos clientes como um parceiro confiável e comprometido com os mercados nos quais atuamos. O objetivo é contribuir para um crescimento regional com prosperidade para clientes, colaboradores, sociedade e acionistas.

BiodieselBR.com – Qual é o peso das regiões que agora estão sob seu comando para o grupo como um todo?

Cauê de Arruda – Os países da América Central e do Sul são responsáveis por aproximadamente 5% do faturamento global da Evonik e contam com cerca de 650 colaboradores. Por ser considerada uma região estratégica para os negócios com forte potencial de crescimento vem recebendo investimentos robustos nos últimos anos, incluindo a expansão de nosso parque industrial e escritórios de vendas. Atualmente, temos quatro unidades produtivas no Brasil e uma na Argentina; além de operações comerciais no Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, Costa Rica e Peru. Temos hubs de negócios instalados no Brasil, Argentina e Colômbia que são países-chave para o crescimento na região, trazendo maior flexibilidade e eficiência para atender estes mercados e atingir as metas de vendas a longo prazo.

BiodieselBR.com – Embora os usineiros costumem associar o nome Evonik com metilato de sódio, o portfólio da empresa conta com outros produtos voltados ao setor? Quais?

Cauê de Arruda – Somos líder mundial na produção de catalisadores para a produção de biodiesel, com a oferta de metilato de sódio 30% em metanol (NM30) e metilato de potássio 32% em metanol (KM32). São produtos indicados para os processos de transesterificação a partir de óleos vegetais, gordura animal e óleo de reuso. Além disso, oferecemos aditivos que melhoram a característica de ponto de entupimento do biodiesel da linha Viscoplex e oferecemos catalisadores utilizados na purificação de glicerina e clareamento de óleo de soja.

BiodieselBR.com – Alguns meses atrás, a área de alcoolatos – que inclui o metilato – foi integrada com a linha de catalisadores. Por que a Evonik optou por essa integração?

Cauê de Arruda – A linha de negócios Catalysts é uma das áreas de crescimento da empresa e a integração com os alcoolatos nos permite complementar nosso amplo portfólio de catalisadores heterogêneos com catalisadores homogêneos, apoiando nossa estratégia de expansão e nosso esforço para nos tornarmos um dos maiores fornecedores de catalisadores da indústria química. Embora sua principal aplicação seja na produção de biodiesel, os alcoolatos também podem ter usos na síntese de ingredientes ativos e química fina, encontrando inúmeras aplicações na indústria de Life Science.

BiodieselBR.com – E como essa integração afeta os esforços da Evonik em PD&I voltados aos catalisadores para a produção de biodiesel?

Cauê de Arruda – O impacto é muito positivo, pois os alcoolatos passam a ser produzidos e comercializados pela linha de negócios Catalysts que, dentro da Evonik, é uma área de forte crescimento com foco em sustentabilidade. A integração nos permitiu agrupar, em nosso site em Hanau, na Alemanha, nossas competências e experiências para que possamos trabalhar de maneira ainda mais direcionada e sinérgica. Isso inclui apoio a processos relacionados aos clientes, como, por exemplo, cadeia de fornecimento e digitalização.

BiodieselBR.com – Do ponto de vista dos clientes da área de biodiesel muda alguma coisa?

Cauê de Arruda – Do ponto de vista do atendimento comercial ou operacional, não muda nada. A sinergia entre os negócios de alcoolatos e catalisadores beneficia os clientes da área de biodiesel que passam a ter a oferta de produtos da linha de catalisadores que possuem aplicação em mercados adjacentes, como, por exemplo, as soluções para a purificação de glicerina e branqueamento de óleo de soja dos quais falávamos há pouco.

BiodieselBR.com – No final de 2019, a Evonik anunciou a ampliação da fábrica de metilato da Argentina. A capacidade produtiva atual dessa unidade é confortável ou há novos investimentos no horizonte?

Cauê de Arruda – A Evonik está sempre atenta às movimentações do mercado para atender os seus clientes de acordo com as demandas existentes. Novos investimentos estarão sempre atrelados ao comportamento do mercado e ao desenvolvimento de outras tecnologias. Neste sentido, vamos concluir, ainda este ano, a expansão na produção da fábrica da Argentina com base no aumento de mandato de biodiesel já anunciada pelo governo brasileiro.

BiodieselBR.com – E qual será a nova capacidade de produção na Argentina?

Cauê de Arruda – A nova capacidade será de 90 mil toneladas a partir do terceiro trimestre.

BiodieselBR.com – A indústria do biodiesel na América do Sul vem enfrentando alguma turbulência tanto na Argentina quanto no Brasil. Como isso afetou as perspectivas da Evonik para a produção de metilato na região?

Cauê de Arruda – Apesar das oscilações de mercado em relação à demanda do biodiesel, a Evonik possui sua estratégia atrelada ao negócio globalmente. Além disso, mantemos uma visão de longo prazo e dedicamos os esforços e o know-how de uma das líderes mundiais em especialidades químicas para manter o fornecimento global e todas as soluções inovadoras oferecidas à cadeia de biocombustíveis.

BiodieselBR.com – Além da fábrica de metilato da Argentina, a Evonik conta com outras duas unidades produtivas – Estados Unidos e Alemanha – e tinha planos para construir mais uma no Sudeste da Ásia. Como está esse projeto?

Cauê de Arruda – Cerca de uma semana atrás, a Evonik anunciou o início das obras de uma nova planta de alcóxidos em Singapura. A meta é aumentar a segurança no fornecimento para os clientes do Sudeste Asiático e fortalecer a presença global da empresa em alcóxidos. É um investimento que reforça a forma estratégica pela qual a Evonik enxerga o biodiesel, selando nosso compromisso em ser o líder mundial de catalisadores para essa indústria.

BiodieselBR.com – A Evonik está completando uma série de investimentos em seu Centro de Distribuição em Guarulhos. Como isso deve afetar a oferta de metilato da empresa para as usinas brasileiras?

Cauê de Arruda – O nosso novo centro de distribuição reafirma o comprometimento da Evonik de oferecer um atendimento logístico de excelência aos clientes da América Central e do Sul referente aos nossos produtos embalados. No caso do metilato, as entregas são a granel e possuímos hubs estrategicamente posicionados para servir os clientes com segurança, rapidez e flexibilidade.

BiodieselBR.com – A paisagem do setor de biocombustíveis tem mudado bastante. O biodiesel que, antes, era praticamente a única alternativa ao diesel de petróleo, agora tem a concorrência do HVO. Como a Evonik vem acompanhando essa evolução?

Cauê de Arruda – De fato, o diesel renovável juntamente com o biodiesel, são os biocombustíveis que mais crescem, apresentando diversas vantagens em relação aos combustíveis fósseis. Com base na necessidade de descarbonização, acreditamos na coexistência de ambas as tecnologias no longo prazo. No curto prazo, o biodiesel apresenta um nível de maturidade mais avançado, sendo o principal biocombustível no mercado asiático e com consistente crescimento em nossa região.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar:

Artigos relacionados