Usinas nacionais embarcaram 23,2 mil m³ de biodiesel em junho, superando o recorde de 19,8 mil m³ que havia sido registrado em novembro passado
Depois de terem ficado no zero a zero em maio, os fabricantes brasileiros de biodiesel voltaram ao mercado externo em grande estilo. Segundo os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), um pouco mais de 23,2 mil m³ de biocombustível foram embarcados com destino a outros países. É um novo recorde que abre mais de 17% de vantagem sobre os 19,8 mil m³ registrados em novembro passado.
As vendas de junho garantiram a entrada de US$ 24,8 milhões na economia brasileira. Convertido pela taxa de câmbio média do Banco Central para o 6º mês do ano, esse biodiesel rendeu aproximadamente R$ 133,7 milhões.
Depois de terem ficado no zero a zero em maio, os fabricantes brasileiros de biodiesel voltaram ao mercado externo em grande estilo. Segundo os dados mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), um pouco mais de 23,2 mil m³ de biocombustível foram embarcados com destino a outros países. É um novo recorde que abre mais de 17% de vantagem sobre os 19,8 mil m³ registrados em novembro passado.
Três países receberam biodiesel brasileiro em junho, sendo que dois destes as cargas tinham porte comercial: a Holanda com 11,2 mil m³ e a Suíça com 12 mil m³. O terceiro foi o Uruguai, nesse caso, contudo, a ‘exportação’ se resumiu ao envio de uma amostra de 50 quilos.
As vendas de junho garantiram a entrada de US$ 24,8 milhões na economia brasileira. Convertido pela taxa de câmbio média do Banco Central para o 6º mês do ano, esse biodiesel rendeu aproximadamente R$ 133,7 milhões.
Isso dá R$ 5.762,28 por cada m³ de biodiesel exportado, o que é quase 20% mais do que o mercado interno pagou nesse meio período de acordo com a média nacional de preços apuradas pela ANP.
Be8 e Prisma
Pelo menos dois fabricantes foram responsáveis pelas exportações de junho, mas é possível que haja mais uma empresa envolvida.
A Be8 embarcou duas cargas – ambas com destino à Holanda – que totalizaram 11,2 mil m³ de biodiesel e renderam US$ 11,4 milhões ao caixa da empresa.
Já a Prisma enviou 4,8 mil m³ de biodiesel à Suíça, recebendo um pouco mais que US$ 5,17 milhões por esse volume. Também foi a empresa paulista a responsável pelos 50 kg que saíram do Brasil com destino ao Uruguai.
Contudo, o maior negócio individual tem como origem declarada a cidade de São Paulo – município que não conta com nenhuma usina de biodiesel instalada. De acordo com o MDIC, foi de lá que saiu uma carga de 7,14 mil m³ com destino à Suíça.
Esse negócio rendeu US$ 8,23 milhões.
Recorde para 1ª metade
Com esse novo resultado, o 1º semestre (1S) se encerra com 50,2 mil m³ de biodiesel exportados. É um recorde para o período, mas ainda está muito atrás dos mais de 63,3 mil m³ do 2S de 2023. O ano passado foi o primeiro no qual as exportações das usinas brasileiras superaram a barreira dos 100 mil m³ num único ano.
No total, as exportações de biodiesel renderam US$ 53,2 milhões, aproximadamente R$ 275,3 milhões.
Caminho contrário
Além das exportações, o Brasil também recebeu um tanto de biodiesel importado em junho. Foram 10,7 m³ vindo da Alemanha e da França. Tanto o volume total como a distribuição entre as origens praticamente repetem os números contabilizados no mês passado.
O Brasil pagou o equivalente a US$ 39,1 mil por esses volumes trazidos de fora, quase US$ 3.646,30 por m³ de biodiesel. Transformados em reais, o produto importado chegou ao Brasil custando impressionantes R$ 19,6 mil por m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com