Empresa viu suas receitas operacionais caírem em cerca de 18,2% entre 2022 e 2023
A Brasil Biofuels (BBF) não vive um de seus melhores momentos. Segundo o relatório de demonstrações financeiras mais recente, no ano passado a empresa amargou um prejuízo de R$ 347,1 milhões no ano passado revertendo o – modesto – lucro de R$ 700 mil que havia obtido em 2022.
E não foi só na lucratividade que os números da empresa apresentaram piora. Sua receita operacional também caminhou para trás com um faturamento de R$ 8457 milhões – 18,2% menor do que no ciclo anterior.
Para tentar reequilibrar suas contas empresa realizou uma demissão em massa no ano passado. Segundo o relatório de administração, 10% da força de sua força de trabalho foi desligada até o final de 2023. A BBF também vendeu uma esmagadora de soja. A planta com capacidade para processar 57,6 mil toneladas do grão por ano havia sido inaugurada no final de 2022.
A Brasil Biofuels (BBF) não vive um de seus melhores momentos. Segundo o relatório de demonstrações financeiras mais recente, no ano passado a empresa amargou um prejuízo de R$ 347,1 milhões no ano passado revertendo o – modesto – lucro de R$ 700 mil que havia obtido em 2022.
E não foi só na lucratividade que os números da empresa apresentaram piora. Sua receita operacional também caminhou para trás com um faturamento de R$ 8457 milhões – 18,2% menor do que no ciclo anterior.
Para tentar reequilibrar suas contas empresa realizou uma demissão em massa no ano passado. Segundo o relatório de administração, 10% da força de sua força de trabalho foi desligada até o final de 2023. A BBF também vendeu uma esmagadora de soja. A planta com capacidade para processar 57,6 mil toneladas do grão por ano havia sido inaugurada no final de 2022.
O grupo é o maior produtor de palma-de-óleo do país com 75 mil hectares plantados. Além disso, atua na geração de eletricidade em sistemas isolados na Região Norte e na produção de biodiesel. A empresa é a controladora da AmazonBio que tem uma usina de pequeno porte – 32,4 mil m³ em capacidade instalada – em Ji-Paraná (RO) e, declaradamente, tem planos para a instalação de uma segunda unidade em Manaus (AM) que poderia fabricar até 108 mil m³ anuais de biodiesel.
Problemas
A situação da BBF, no entanto, tem se tornando bastante nebulosa. Em fevereiro, a empresa recorreu à Justiça para a suspender temporariamente a execução de dívidas enquanto buscava uma “solução consensual” com seus credores.
Uma reportagem publicada pelo portal Reset apontou que havia preocupação dentro da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de que a BBF pudesse deixar às escuras mais de 140 mil [biodieselbr.com/noticias/usinas/info/crise-da-brasil-biofuels-pode-deixar-140-mil-sem-energia-na-amazonia-220324] consumidores que são atendidos por suas termelétricas.
Os documentos publicados pela empresa admitem que a “situação operacional e financeira [do Grupo BBF e suas controladas] é complexa” com elevado nível de endividamento de curto prazo, preços internacionais pouco rentáveis para o óleo de palma e dificuldades na obtenção de novas linhas de financiamento. Pesa contra a empresa uma recomendação do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) que determina a suspenção do crédito para empresa em função de conflitos que essa tem com comunidades tradicionais nos municípios de Acará e Tomé-Açu.
Apesar disso, a direção da BBF vem buscando novos investidores para conseguir completar investimentos que já estão em andamento.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com