Já tem um bom tempo desde que os anúncios de novos investimentos no setor de biodiesel começaram a rarear. Esse ano, por exemplo, tivemos apenas a ampliação da Potencial e o anúncio da construção da FRCB Biocombustíveis – este último é o primeiro novo player a entrar no setor em quatro anos.
Já tem um bom tempo desde que os anúncios de novos investimentos no setor de biodiesel começaram a rarear. Esse ano, por exemplo, tivemos apenas a ampliação da Potencial e o anúncio da construção da FRCB Biocombustíveis – este último é o primeiro novo player a entrar no setor em quatro anos.
Nesse mesmo período, tivemos três baixas. Depois de 11 anos de atividade, a Fertibom desistiu de vez da produção de biodiesel e encerrou a produção em sua usina de Catanduva (SP). Já a Petrobras está se preparando para abandonar do negócio de biocombustíveis em geral. Primeiro foi a usina de Guamaré (RN) que saiu do mercado e, agora, a de Quixadá (CE). São quase 250 milhões de litros em capacidade a menos no mercado.
Uma verdadeira guinada pode estar a caminho. Ao menos, essa é a promessa feita por Abiove, Aprobio e Ubrabio – as três maiores entidades representativas do setor produtivo – no documento conjunto “Biodiesel: Oportunidades e desafios no longo prazo”. Divulgado na semana passada (06), o texto propõe a adoção de um calendário de aumentos da mistura obrigatória cuja linha de chegada é o B20 em 2030
Novos investimentos
Segundo as três associações para dar conta do recado seria necessária uma produção anual de 18 bilhões de litros o que é quase duas vezes e meia capacidade produtiva – 7,3 bilhões de litros – atual do Brasil.
Ou seja, chegar lá vai exigir novos investimentos no parque fabril brasileiro. E não é pouca coisa. “Para que se concretize esse cenário, prevê-se que o volume de investimentos correspondentes necessários no período deve ser de R$ 21,7 bilhões”, diz o documento.
A estimativa é que seriam necessárias mais 59 usinas de biodiesel com capacidade média de produção de 252 milhões de litros – o mesmo porte da planta da Cargill em Três Lagoas (MS) que, atualmente, é a 7ª maior por país. Meta, nada modesta, portanto. Mesmo assim, essa seria a ponta do proverbial iceberg. A um custo estimado de R$ 80 milhões a unidade, isso já movimentaria investimentos da ordem de R$ 4,72 bilhões diretamente.
Apesar dessa expansão acelerada, o nível de utilização da capacidade instalada avançaria consideravelmente. De pouco mais de 53,5% de hoje para aproximadamente 80% já a partir de 2020.
Os outros R$ 16,8 bilhões em investimentos seriam necessários para reformar o parque de processamento de soja responsável por fornecer o óleo necessário para esse salto de produção. A estimativa é que sejam construídas mais 48 esmagadoras com capacidade para processar 4 mil toneladas de grãos por dia que um custo de R$ 350 milhões cada uma.
Com essa reaceleração, o PNPB se tornaria novamente um vetor para a interiorização da produção industrial brasileira e geração de postos de trabalho de boa qualidade em diversas regiões que hoje são prioritariamente rurais. Segundo um estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, em seus primeiros cinco anos de existência – 2005 a 2010 – a cadeia de produção e comercialização do biodiesel sustentou 1,3 milhões de empresas.
Chamado “Biodiesel: oportunidades e desafios no longo prazo”, o documento foi entregue na quinta-feira (06) a representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e é resultado do Seminário de Alinhamento das Instituições do Setor de Biocombustíveis ocorrido no último dia 19 de setembro. Nos próximos dias BiodieselBR.com vai destrinchar alguns dos tópicos mais importantes desse documento. O resultado poder ser conferido aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Já tem um bom tempo desde que os anúncios de novos investimentos no setor de biodiesel começaram a rarear. Esse ano, por exemplo, tivemos apenas a ampliação da Potencial e o anúncio da construção da FRCB Biocombustíveis – este último é o primeiro novo player a entrar no setor em quatro anos.
Nesse mesmo período, tivemos três baixas. Depois de 11 anos de atividade, a Fertibom desistiu de vez da produção de biodiesel e encerrou a produção em sua usina de Catanduva (SP). Já a Petrobras está se preparando para abandonar do negócio de biocombustíveis em geral. Primeiro foi a usina de Guamaré (RN) que saiu do mercado e, agora, a de Quixadá (CE). São quase 250 milhões de litros em capacidade a menos no mercado.
Uma verdadeira guinada pode estar a caminho. Ao menos, essa é a promessa feita por Abiove, Aprobio e Ubrabio – as três maiores entidades representativas do setor produtivo – no documento conjunto “Biodiesel: Oportunidades e desafios no longo prazo”. Divulgado na semana passada (06), o texto propõe a adoção de um calendário de aumentos da mistura obrigatória cuja linha de chegada é o B20 em 2030
Novos investimentos
Segundo as três associações para dar conta do recado seria necessária uma produção anual de 18 bilhões de litros o que é quase duas vezes e meia capacidade produtiva – 7,3 bilhões de litros – atual do Brasil.
Ou seja, chegar lá vai exigir novos investimentos no parque fabril brasileiro. E não é pouca coisa. “Para que se concretize esse cenário, prevê-se que o volume de investimentos correspondentes necessários no período deve ser de R$ 21,7 bilhões”, diz o documento.
A estimativa é que seriam necessárias mais 59 usinas de biodiesel com capacidade média de produção de 252 milhões de litros – o mesmo porte da planta da Cargill em Três Lagoas (MS) que, atualmente, é a 7ª maior por país. Meta, nada modesta, portanto. Mesmo assim, essa seria a ponta do proverbial iceberg. A um custo estimado de R$ 80 milhões a unidade, isso já movimentaria investimentos da ordem de R$ 4,72 bilhões diretamente.
Apesar dessa expansão acelerada, o nível de utilização da capacidade instalada avançaria consideravelmente. De pouco mais de 53,5% de hoje para aproximadamente 80% já a partir de 2020.
Os outros R$ 16,8 bilhões em investimentos seriam necessários para reformar o parque de processamento de soja responsável por fornecer o óleo necessário para esse salto de produção. A estimativa é que sejam construídas mais 48 esmagadoras com capacidade para processar 4 mil toneladas de grãos por dia que um custo de R$ 350 milhões cada uma.
Com essa reaceleração, o PNPB se tornaria novamente um vetor para a interiorização da produção industrial brasileira e geração de postos de trabalho de boa qualidade em diversas regiões que hoje são prioritariamente rurais. Segundo um estudo elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, em seus primeiros cinco anos de existência – 2005 a 2010 – a cadeia de produção e comercialização do biodiesel sustentou 1,3 milhões de empresas.
Chamado “Biodiesel: oportunidades e desafios no longo prazo”, o documento foi entregue na quinta-feira (06) a representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e é resultado do Seminário de Alinhamento das Instituições do Setor de Biocombustíveis ocorrido no último dia 19 de setembro. Nos próximos dias BiodieselBR.com vai destrinchar alguns dos tópicos mais importantes desse documento. O resultado poder ser conferido aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com