Apesar de ter se retraído em relação à maio, as vendas da glicerina brasileira para o mercado externo tiveram um mês de junho bom.
Embora a procura pela glicerina brasileira tenha se desaquecido um pouco em relação ao mês anterior, junho foi bom para as exportações brasileiras do principal coproduto da indústria de biodiesel. Segundo dados que recém-divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços nossos portos despacharam um total de 28,9 mil toneladas da substância.
Embora a procura pela glicerina brasileira tenha se desaquecido um pouco em relação ao mês anterior, junho foi bom para as exportações brasileiras do principal coproduto da indústria de biodiesel. Segundo dados que recém-divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços nossos portos despacharam um total de 28,9 mil toneladas da substância.
Em relação a maio houve uma queda expressiva nas vendas, de aproximadamente 8,4%. No entanto, é preciso levar em conta que volume exportado de glicerina no mês anterior foi bastante atípico – o maior desde setembro de 2015 e o terceiro maior da história.
Um comparativo mais cuidadoso mostra que o resultado de junho supera – e por uma margem bastante robusta – não apenas o mesmo periodo de 2016 como a média dos 12 meses anteriores (junho de 2016 a maio de 2017). A vantagem é de 21,2% e de 24,7%, respectivamente.
As exportações brasileiras se dividiram em 22,5 mil toneladas de glicerina bruta e 5,3 mil toneladas de glicerina destilada – respectivamente 80,7% e 19,3%.
Faturamento
O bom momento que o mercado parece estar vivendo fica ainda mais ressaltado se levarmos em conta que junho de 2017 não apenas foi o 7º melhor mês em termos de volume de glicerina exportada num histórico que vem desde 1997 como, ainda por cima, foi o quarto melhor em faturamento. Os ganhos ultrapassam os US$ 8,5 milhões.
Considerando que a média nos últimos 12 meses foi de US$ 5,4 milhões mensais, em junho de 2017 o avanço chega a 56,5%.
Essa melhora se deve principalmente aos rendimentos melhores auferidos com a venda de glicerina bruta cujo cotação média do mês ficou em US$ 245,33. Melhora de 3,6% em relação a maio. O valor pago pelo produto brasileiro vem subindo continuamente durante os últimos 11 meses e já acumula uma valorização próxima a 70%.
Já a glicerina destilada tem apresentado uma trajetória de preços menos sólida. A tonelada do produto foi vendida por US$ 564,95 em junho – 1,5% mais do que em maio. Contudo, em abril a cotação era de por US$ 567,15.
Semestre
Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras totalizaram 134,8 mil toneladas praticamente empatando com o 1º semestre de 2016 quando os embarques ficaram pouco abaixo das 132,1 mil toneladas.
O valor recebido pelas usinas brasileiras, no entanto, deu um belo salto. De US$ 28,5 milhões no ano passado para perto de US$ 38 milhões este ano – crescimento de 33%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Embora a procura pela glicerina brasileira tenha se desaquecido um pouco em relação ao mês anterior, junho foi bom para as exportações brasileiras do principal coproduto da indústria de biodiesel. Segundo dados que recém-divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços nossos portos despacharam um total de 28,9 mil toneladas da substância.
Em relação a maio houve uma queda expressiva nas vendas, de aproximadamente 8,4%. No entanto, é preciso levar em conta que volume exportado de glicerina no mês anterior foi bastante atípico – o maior desde setembro de 2015 e o terceiro maior da história.
Um comparativo mais cuidadoso mostra que o resultado de junho supera – e por uma margem bastante robusta – não apenas o mesmo periodo de 2016 como a média dos 12 meses anteriores (junho de 2016 a maio de 2017). A vantagem é de 21,2% e de 24,7%, respectivamente.
As exportações brasileiras se dividiram em 22,5 mil toneladas de glicerina bruta e 5,3 mil toneladas de glicerina destilada – respectivamente 80,7% e 19,3%.
Faturamento
O bom momento que o mercado parece estar vivendo fica ainda mais ressaltado se levarmos em conta que junho de 2017 não apenas foi o 7º melhor mês em termos de volume de glicerina exportada num histórico que vem desde 1997 como, ainda por cima, foi o quarto melhor em faturamento. Os ganhos ultrapassam os US$ 8,5 milhões.
Considerando que a média nos últimos 12 meses foi de US$ 5,4 milhões mensais, em junho de 2017 o avanço chega a 56,5%.
Essa melhora se deve principalmente aos rendimentos melhores auferidos com a venda de glicerina bruta cujo cotação média do mês ficou em US$ 245,33. Melhora de 3,6% em relação a maio. O valor pago pelo produto brasileiro vem subindo continuamente durante os últimos 11 meses e já acumula uma valorização próxima a 70%.
Já a glicerina destilada tem apresentado uma trajetória de preços menos sólida. A tonelada do produto foi vendida por US$ 564,95 em junho – 1,5% mais do que em maio. Contudo, em abril a cotação era de por US$ 567,15.
Semestre
Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras totalizaram 134,8 mil toneladas praticamente empatando com o 1º semestre de 2016 quando os embarques ficaram pouco abaixo das 132,1 mil toneladas.
O valor recebido pelas usinas brasileiras, no entanto, deu um belo salto. De US$ 28,5 milhões no ano passado para perto de US$ 38 milhões este ano – crescimento de 33%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com