As exportações de glicerina no primeiro bimestre de 2020 somaram 75,4 milhares de toneladas
As exportações brasileiras de glicerina seguem em marca acelerada em 2020. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), ao longo do mês passado os produtores nacionais enviaram para fora do país um pouco mais de 39,8 mil toneladas da substância. O volume está 12% acima do registrado em janeiro e 28,7% em relação ao ano passado.
As exportações brasileiras de glicerina seguem em marca acelerada em 2020. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), ao longo do mês passado os produtores nacionais enviaram para fora do país um pouco mais de 39,8 mil toneladas da substância. O volume está 12% acima do registrado em janeiro e 28,7% em relação ao ano passado.
Embora não chegue a ser um volume recorde – este é apenas o 6º melhor resultado mensal do histórico – se somarmos os embarques de janeiro e fevereiro chegaremos perto das 75,4 mil toneladas de glicerina exportada. Na comparação com os dois primeiros meses de 2019, o crescimento das vendas externas do coproduto da indústria de biodiesel foi de 7,3%.
Recuo
O crescimento no volume total embarcado, entretanto, ajuda a mascarar um recuo: no primeiro bimestre o Brasil perdeu parte do mercado que havia conquistado para sua glicerina destilada. O produto de maior valor agregado que, em 2019, representou 32,4% das exportações do período ficou, este ano, com 27,6%.
Mesmo em termos absolutos houve queda. Fomos de 22,7 mil toneladas em janeiro e fevereiro de 2019 para 20,8 mil toneladas em 2020.
Não é um processo que tenha começado só agora. A fatia do produto destilado nas exportações brasileiras tem ficado abaixo do nível de 30% desde o quinto bimestre de 2019.
Apesar dessa virada repentina, houve até uma ligeira recuperação do peso relativo da glicerina destilada que foi de 24,7% para 27,6%. Além disso, a glicerina destilada segue num patamar bem superior ao que estava até o segundo bimestre de 2018 quando a distribuição entre glicerina destilada e bruta começou a mudar de forma mais expressiva.
Ganhos
Apesar do aumento do volume vendido, o faturamento segue abaixo do registrado no ano passado. Em fevereiro, os ganhos ficaram abaixo de US$ 7,9 milhões contra mais de US$ 8,6 milhões um ano antes.
As cotações médias da glicerina vendida pelo Brasil continuam caindo. Em fevereiro, a tonelada da glicerina destilada ficou em US$ 343,32, 1,6% menos que em janeiro. Já a glicerina bruta perdeu 4,1% de seu valor fechando o mês cotada em US$ 138,62.
Os preços médios da glicerina vêm caindo de forma persistente desde o final do primeiro trimestre de 2018.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com