Depois de bater recorde no mês de julho, exportação do coproduto cai para seu menor volume em um ano
Depois da euforia no mês em julho – com o maior volume exportado em mais de 20 anos –, o mercado de glicerina parece ter ficado de ressaca. Segundo dados divulgados ontem (04) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) os embarques caíram para menos de 15,4 mil toneladas. A retração de um mês para o outro foi de mais de 62%.
Depois da euforia no mês em julho – com o maior volume exportado em mais de 20 anos –, o mercado de glicerina parece ter ficado de ressaca. Segundo dados divulgados ontem (04) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) os embarques caíram para menos de 15,4 mil toneladas. A retração de um mês para o outro foi de mais de 62%.
Esse foi o menor volume mensal em um ano e meio.
A queda maior aconteceu no segmento de glicerina bruta que teve um recuo de 67,5% fechando o mês com 10,8 mil toneladas exportadas. A glicerina destilada se saiu melhor, a movimentação de 4,79 mil toneladas representa uma contração de “apenas” 35,4% nas vendas externas.
Boa parte dessa queda pode ser explicada por uma contração acentuada na demanda chinesa que recuou mais de 64,3% em somente um mês e fechou agosto com 9,47 mil toneladas compradas. O país asiático absorveu mais de 65% das exportações no ano passado.
A queda, no entanto, foi generalizada. A começar pela quantidade compradores da glicerina brasileira que foi de 31 em agosto – oito menos do que em julho. Todos os 10 principais destinos do produto nacional em julho compraram menos em agosto; dois deles – a Holanda e a Índia – zeraram as importações.
Valor em queda
O volume menor derrubou o faturamento com o coproduto. Em agosto entraram no país, US$ 6,7 milhões – 56,8% menos do que no período anterior – dos quais US$ 2,78 milhões com o produto bruto e US$ 3,22 milhões com a glicerina destilada.
A última vez em que os exportadores brasileiros tiveram ganhos maiores com glicerina destilada havia sido em agosto de 2007 – antes, portanto, do começo da mistura obrigatória de biodiesel.
O quadro geral de enfraquecimento do mercado se completa com a continuidade do processo de queda nas cotações que há dura sete meses. A tonelada glicerina bruta fechou o mês valendo, em média, US$ 256,37 o que dá cerca de 15,2% a menos que em julho.
Esse é o menor valor médio para o produto desde julho de 2017.
Já o valor da glicerina destilada pode ter atingido piso. Em agosto, os importadores pagaram cerca de US$ 709,44 pela tonelada do produto refinado praticamente o mesmo valor que apurado no mês anterior US$ 708,78.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com