Quantidade exportada do coproduto é recorde; valor recebido pelos exportadores, no entanto, está em queda
As exportações brasileiras de glicerina voltaram a bater recordes no mês de julho segundo os números mais recentes da balança comercial brasileira divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Os embarques do principal coproduto das usinas de biodiesel superaram – pela primeira vez na história – a marca de 40 mil toneladas.
As exportações brasileiras de glicerina voltaram a bater recordes no mês de julho segundo os números mais recentes da balança comercial brasileira divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Os embarques do principal coproduto das usinas de biodiesel superaram – pela primeira vez na história – a marca de 40 mil toneladas.
Esse novo resultado supera em mais de 14,5% o recorde anterior que havia sido registrado em abril quando as exportações somaram 35,4 mil toneladas.
A glicerina bruta – aquela que sai diretamente das usinas de biodiesel – foi o grande motor desse salto. As exportações do produto aumentaram 10 mil toneladas entre junho e julho quando chegaram a 33,4 mil toneladas. O aumento nas vendas num único mês foi de 43,5%.
Em comparação, a glicerina destilada teve um desempenho bem mais modesto. As vendas chegaram perto de 7,2 mil toneladas – expansão de 8,8% sobre o valor de junho.
Para ambos os casos, tivemos recordes no volume embarcado.
Compradores
Assim como no mês anterior, a China foi o maior mercado da glicerina brasileira. O país asiático comprou um pouco mais de 26,5 mil toneladas em julho – 21,5% mais que em junho. Foram 21,2 mil toneladas de glicerina bruta e 1,3 mil toneladas de glicerina destilada.
O valor recebido foi de US$ 7,6 milhões
A glicerina brasileira chegou a 39 países em julho. Nove a mais do que um mês antes.
Faturamento
Embora as exportações brasileiras estejam indo bem em termos de volume, os valores recebidos deram um passo atrás. Os ganhos em julho foram de US$ 15,2 milhões, um aumento pouco maior que 11%.
Em relação ao recorde de US$ 17,5 milhões registrado em abril, houve uma queda de 13,3%.
Isso aconteceu porque as cotações internacionais do produto vêm recuando nos últimos meses. A tonelada da glicerina bruta encerrou julho valendo US$ 302,54 enquanto a glicerina destilada fechou em US$ 708,78.
Em relação ao pico, as cotações já recuaram 31% para a glicerina bruta e 23,1% para o produto destilado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com