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Brasil volta a bater recorde de exportação de glicerina

Exportações do coproduto em agosto superaram, pela primeira vez na história, a marca de 50 mil toneladas embarcadas num único mês

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Embora o ano esteja sendo muito bom para o Brasil no mercado global de glicerina, até agora o ano ainda não tinha um recorde para chamar de seu. Isso foi até agora. Segundo dados do Ministério da Economia, as exportações do principal coproduto da indústria do biodiesel registraram a marca inédita de 52,3 mil toneladas.

Esse resultado coloca uma vantagem de respeitáveis 19,1% sobre o recorde anterior. Em dezembro de 2019, as exportações brasileiras de glicerina bruta e destilada passaram das 43,9 mil toneladas.

É a primeira vez que os embarques mensais superam a barreira das 50 mil toneladas. Há pouca chance de que esse volume represente um novo normal para o segmento. Embora as exportações brasileiras venham num crescendo bastante consistente desde que a mistura de biodiesel se tornou obrigatória em 2008, volumes acima das 40 mil toneladas não são propriamente comuns – a marca foi superada apenas mais seis vezes desde julho de 2018.

O resultado mais recente está ligado a uma aceleração substancial nas compras chinesas. Em agosto, o país asiático demandou 37,5 mil toneladas do produto nacional – o montante está mais de 50% acima da média dos últimos 12 meses. A demanda chinesa rendeu cerca de US$ 8,5 milhões às contas externas brasileiras.

Além da China, outros 43 destinos receberam glicerina brasileira em agosto.

Embora o ano esteja sendo muito bom para o Brasil no mercado global de glicerina, até agora o ano ainda não tinha um recorde para chamar de seu. Isso foi até agora. Segundo dados do Ministério da Economia, as exportações do principal coproduto da indústria do biodiesel registraram a marca inédita de 52,3 mil toneladas.

Esse resultado coloca uma vantagem de respeitáveis 19,1% sobre o recorde anterior. Em dezembro de 2019, as exportações brasileiras de glicerina bruta e destilada passaram das 43,9 mil toneladas.

É a primeira vez que os embarques mensais superam a barreira das 50 mil toneladas. Há pouca chance de que esse volume represente um novo normal para o segmento. Embora as exportações brasileiras venham num crescendo bastante consistente desde que a mistura de biodiesel se tornou obrigatória em 2008, volumes acima das 40 mil toneladas não são propriamente comuns – a marca foi superada apenas mais seis vezes desde julho de 2018.

O resultado mais recente está ligado a uma aceleração substancial nas compras chinesas. Em agosto, o país asiático demandou 37,5 mil toneladas do produto nacional – o montante está mais de 50% acima da média dos últimos 12 meses. A demanda chinesa rendeu cerca de US$ 8,5 milhões às contas externas brasileiras.

Além da China, outros 43 destinos receberam glicerina brasileira em agosto.

Destilado / bruto

Todo o crescimento nos embarques vem do segmento de glicerina bruta. As exportações do produto cresceram 41,3% em apenas um mês chegando a 36,7 mil toneladas.

Nesse mesmo período, a glicerina destilada teve queda de 4,9% nas vendas com 15,6 mil toneladas. As exportações do produto ficaram abaixo de 30%, a menor fatia sobre o total desde o mês de abril.

Com a piora no perfil de valor agregado, o crescimento no volume das exportações brasileiras não levou a um aumento no faturamento com os embarques. Os ganhos com a glicerina em agosto foram de US$ 13,8 milhões, queda de 2,8% sobre o apurado em julho.

Apesar da queda, esse já é o quarto mês com ganhos mensais acima da barreira dos US$ 10 milhões. Fazia algum tempo que o mercado não registrava ganhos tão bons. Entre setembro de 2017 e janeiro de 2019, as exportações de glicerina tiveram um período praticamente contínuo de bons resultados financeiros.

Naquela ocasião, uma alta nas cotações do produto deu sustentação aos números. Recentemente, as cotações até ensaiaram um movimento de alta. Contudo, ele perdeu força.

Em agosto, cada tonelada de glicerina destilada foi vendida pelo Brasil por uma média de US$ 410,59. Já a glicerina bruta está sendo negociada por US$ 203,18.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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